Vacina contra HPV: quando devo tomar?

Vacina contra HPV: quando devo tomar?

10 de novembro de 2020 0 Por Editor

O papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, acometendo 50% da população sexualmente ativa. Apesar de ser altamente contagioso, mais até que o HIV, a doença conta com uma importante forma de prevenção: a vacina contra HPV.

Ainda que o principal combatente das IST’s (infecções sexualmente transmissíveis) seja o preservativo, o HPV pode ser transmitido mesmo com seu uso. Afinal, seu contágio se dá também por regiões expostas além do preservativo. 

Uma grande questão que atinge boa parte da população sexualmente ativa é quem deve tomar a vacina contra HPV. Por isso, na leitura de hoje, você poderá conhecer melhor este assunto, entendendo quando é o momento de se proteger. Vamos lá?!

O que é HPV?

A abreviação HPV vem do nome deste vírus em inglês Human Papiloma Virus, ou seja, papilomavírus humano. O vírus HPV é formado por um grupo de mais de 100 tipos relacionados em que, para cada variedade de um diferente grupo, se atribui um número. 

Este vírus recebe a denominação de papiloma devido às verrugas e papilomas que estão presentes em alguns de seus tipos, sendo tumores não cancerosos. O HPV é atraído por células epiteliais escamosas, as únicas nas quais o vírus pode sobreviver em nosso corpo. 

Essas células são finas e planas, e facilmente encontradas na superfície da pele e em locais úmidos, assim como boca, garganta, traqueia, brônquios, pulmões, útero, vagina, colo uterino, vulva, ânus e pênis.

Entre os mais de 100 vírus do HPV, 60 tipos causam verrugas comuns na pele, braços, tórax, mãos e pés. Outros 40 tipos atingem mucosas, ou seja, as membranas mucosas do corpo, como camadas úmidas que revestem órgãos e cavidades expostas ao ambiente externo, como na vagina e ânus. Esses são chamados de HPV genital (ou anogenital), visto que afeta na maioria das vezes a região genital e anal do indivíduo.

O que pode causar a doença?

Estima-se que no Brasil, entre 80 e 90% de toda população já obteve contato com alguma IST, mesmo sem manifestar lesões. Entre os jovens de 16 a 25 anos, o vírus do HPV é encontrado ativo em 54% desse grupo. Algumas vezes, o vírus pode ser eliminado de forma natural pelo corpo. Contudo, na maior parte dos casos ele pode se manifestar, avançando para o desenvolvimento da doença, assim como:

  • câncer cervical, câncer vulvar e câncer vaginal em mulheres;
  • câncer no pênis, em homens;
  • câncer de garganta, câncer anal e verrugas genitais, em homens e mulheres.

Como é transmitido o HPV?

O HPV é considerado uma IST por ser transmitido por meio da relação sexual, quando há o contato entre mucosas. Entretanto, diferente das ISTs comuns, no para o contágio pelo HPV não é necessário acontecer troca de fluidos, secreções vaginais ou penianas. Veja como o HPV pode ser transmitido, não só durante o sexo:

  • contato entre pênis, vagina e/ou ânus;
  • contato com verrugas;
  • sexo sem penetração (com dedos ou objetos, elevando o risco se houver ferimento na pele ou local de contato);
  • sexo oral;
  • compartilhamento de toalhas e roupas íntimas;
  • transmissão vertical (de mãe para bebê durante a gestação).

Quais são os sintomas do HPV?

Com exceção ao tipo que causa verrugas genitais, o HPV genital geralmente não apresenta sintomas. Além disso, as verrugas genitais podem surgir semanas ou meses após contato com um parceiro, ou parceira portador do HPV. Em casos raros, as verrugas podem aparecer também após anos de exposição ao vírus.

As verrugas genitais são como protuberâncias na região genital do corpo, e podem ser pequenas, grandes, planas ou proeminentes. Quando não tratadas, podem desaparecer, permanecer, aumentar seu tamanho ou quantidade. 

Por não apresentarem sintomas, a maioria das pessoas com HPV nunca saberão dessa condição. Em 90% das pessoas contaminadas, o sistema imunológico elimina a infecção em um período médio de 2 anos. Para aqueles em que isso não ocorre, alterações celulares podem ser provocadas e, a longo termo, provocarem o desenvolvimento de câncer.

O que é a vacina contra HPV?

Sabendo melhor sobre a doença, é hora de conhecer a vacina, responsável por proteger o organismo da infecção pelas cepas presentes no vírus. Por conter somente a cápsula do vírus, mas não seu DNA, a vacina é reconhecida no sistema imunológico como a cápsula de um corpo estranho, desenvolvendo anticorpos. 

Dessa forma, ao ter contato com o vírus, os anticorpos da pessoa imunizada neutralizam a infecção, impedindo que ela se desenvolva no organismo. Ou seja, a vacina é segura e não pode causar a infecção pelo HPV, visto que apresenta somente certas partes do vírus, sem nenhum conteúdo vivo. Ela é apresentada em 3 tipo:

  • nove-valente – protege contra 9 tipos do vírus;
  • quadrivalente – protege contra 4 tipos do vírus;
  • bivalente – protege contra 2 tipos do vírus.

Das 3 vacinas disponíveis, todas protegem contra os 2 tipos de HPV que causam 70% dos cânceres de colo de útero, o HPV 16 e HPV 18. A vacina contra HPV nove-valente e quadrivalente protegem contra esses dois tipos e também contra HPV 6 e HPV 11, causadores de 90% das verrugas genitais. Ambas são recomendadas também para homens.

Como ela é aplicada?

A vacina contra HPV é uma solução aplicava por injeção em um músculo, com esquema de 2 a 3 doses. Caso seja realizada entre os 9 e 14 anos, serão feitas 2 doses. No entanto, se a vacina for administrada aos 15 anos, uma série de 3 doses deve ser realizada.

Para quem a vacina contra HPV é indicada?

A vacina faz parte da vacinação infantil de rotina. Sua indicação foi aprovada pela FDA (Food and Drug Administration) recentemente para a inclusão da nove-valente em indivíduos adultos, entre 27 e 45 anos, a fim de prevenir certos tipos de cânceres. Além disso, a vacina contra HPV é recomendada para:

  • meninos e meninas a partir dos 9 anos (preferencialmente entre 11 a 14 anos);
  • pessoas não vacinadas anteriormente ou vacinadas de forma inadequada até 26 anos;
  • homens e mulheres não vacinados, entre 22 a 26 anos;
  • pessoas com HIV;
  • imunodeprimidos.

Existe contraindicação para a vacina?

Ainda que não seja recomendada para gestantes, não é necessário realizar testes de gravidez antes de receber a vacina contra HPV. Caso a gestação seja diagnosticada após o início de um esquema vacinal, não é necessário nenhum tipo de intervenção. No entanto, as demais doses restantes devem ser adiadas até o final da gestação. Além deste caso, a vacina deve ser adiada em situações como:

  • reação alérgica grave;
  • doença moderada;
  • doença aguda, com ou sem febre.

Como são as doses administradas?

A dose da vacina contra HPV é de 0,5ml, administrada em séries de 2 ou 3 doses. Para a vacinação entre 9 a 14 anos, a série de 1 doses é realizada, sendo a segunda vacina aplicada em 6 ou 12 meses após a primeira.

Para a vacinação em maiores de 15 anos, a série de 3 doses é realizada, e deve ser da seguinte forma: 2.ª dose 2 meses após a primeira, e 3.ª dose em 6 meses após a primeira vacina.

Quais as principais dúvidas sobre a vacina contra HPV?

A vacina contra HPV ainda é um assunto pouco discutido. Por esse motivo, muitas dúvidas acabam surgindo. A seguir, separamos as principais dúvidas levantadas a respeito dessa proteção contra o papilomavírus humano. 

Como a vacina funciona?

A vacina estimula a produção de anticorpos específicos para o tipo de HPV. Dessa forma, a proteção dependerá da quantidade de anticorpos produzidos no organismo, assim como sua persistência durante um longo período, a fim de combater o vírus quando houver contato.

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A vacina pode ser administrada junto de outra?

A vacina contra HPV pode ser realizada simultaneamente com outras vacinas do calendário vacinal, sem que ocorra qualquer interferência na resposta da produção dos anticorpos, em nenhuma das vacinas aplicadas. Contudo, as regiões de aplicação devem ser distintas.

É verdade que a vacina tem uma única dose única?

Um estudo publicado no periódico Cancer, da American Cancer Society, apontou que uma única dose da vacina contra HPV pode fornecer a prevenção do surgimento do câncer cervical, ou câncer de colo de útero. 

O estudo comprovou o impacto da vacinação em jovens, assim como sua proteção duradoura a longo prazo. No entanto, as opções disponíveis atualmente são vacinas em esquema de 2 doses e 3 doses, de acordo com a idade da pessoa vacinada.

Aqueles com vida sexual ativa podem tomar a vacina?

Sim! Embora a vacina tenha melhores efeitos em pessoas que nunca tiveram contato com o HPV, não existem contraindicações para aqueles que já iniciaram a vida sexual, ou mesmo que já possuem o vírus.

Afinal, o indivíduo muitas vezes pode não manifestar os sintomas, tratando-se de uma positividade transitória. Portanto, ele ainda poderá se beneficiar com o controle de outros tipos do vírus que estão presentes na substância da vacina contra HPV.

Homens podem tomar a vacina

Sim. Ainda que o foco principal seja as mulheres, a vacina é indicada para ambos sexos. Entretanto, só estão disponíveis para homens em qualquer idade na rede pública, como na Clínica de Vacinação Croce

A vacina contra HPV tem efeito colateral?

A vacina é muito segura, embora ainda possam ocorrer alguns efeitos adversos leves, como dores no local de aplicação, inchaço e coloração vermelha. Em situações raras, pode causar dores de cabeça e febre. Muitas vezes, a dor local é resultado ao processo de vacinação, e não a vacina em si. Por esse motivo, é importante procurar uma clínica especializada para garantir qualidade e segurança na aplicação.

Quando a vacina contra HPV não pode ser feita?

Como vimos anteriormente, a vacina não é indicada para gestantes, pessoas com hipersensibilidade à vacina, e pessoas que apresentaram reações alérgicas após a primeira dose aplicada.

Pessoas que já tiveram HPV podem se vacinar?

Sim. Alguns estudos mostram evidências de que a vacina contra HPV previne a reinfecção da doença relacionada ao vírus nela contido. Além disso, o indivíduo pode se beneficiar com a proteção de outros tipos do vírus. 

Com a vacina é necessário realizar o Papanicolau?

Sim. É importante lembrar que a vacina é uma ferramenta utilizada para prevenir o HPV. Por isso, não deve substituir exames de rastreamento do câncer de colo de útero em mulheres, como é o caso do Papanicolau. 

É preciso usar preservativo mesmo após tomar a vacina?

Sim. Como vimos anteriormente, a vacina é uma forma de proteção somente para o HPV. Ao iniciar a vida sexual, é fundamental o uso do preservativo para manter a prevenção de outras ISTs, como o HIV, sífilis, hepatite B, clamídia, e mais.

Onde posso encontrar a vacina?

A vacina contra HPV está disponível na rede pública, sendo oferecida gratuitamente para meninas entre 9 a 13 anos. As interessadas devem procurar as unidades de saúde mais próximas para garantir o recebimento, lembrando que não é necessário nenhum exame prévio para detecção do vírus.

Já para as demais idades, assim como para homens, basta procurar uma clínica especializada em vacinação para receber a dosagem disponível. Além da vacina, a Clínica Croce oferece outros tipos de imunização, como vacina para hepatite B, herpes zoster, e infusões medicinais.

Vacinação à domicílio na Clínica Croce

Com a impossibilidade ou dificuldade de sair de casa para preservar a própria segurança, são grandes as chances das pessoas não cumprirem o calendário de vacinação como se deve, um fato que já é percebido pelo Ministério da Saúde como mencionamos nas informações acima. 

Contudo, a Clínica Croce disponibiliza o serviço de aplicação de vacinas à domicílio, realizado já há algum tempo antes mesmo do início da pandemia. Pensando no conforto, praticidade, e agora mais do que nunca na proteção do próximo, a clínica leva o serviço de vacinação até casas, apartamentos, condomínios, escolas, empresa.

Uma enfermeira é responsável por realizar no local em que a vacina foi solicitada uma avaliação das carteiras de vacinação, tirando dúvidas e ajudando na identificação das vacinas que eventualmente possam estar em falta segundo o calendário. 

E claro, com todas as medidas de segurança recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. A Clínica então organiza uma campanha de vacinação que poderá ser realizada de acordo com as datas e horário mais convenientes para os solicitantes. 

Essa alternativa é fundamental para que populações que convivam em grupo não tenham sua saúde prejudicada pelo isolamento social, evitando doenças potencialmente graves como meningites bacterianas, caxumba, herpes zoster, gripe H1N1, hepatites e outras, por meio da aplicação de vacinas à domicílio.

Mesmo com a pandemia em andamento as outras doenças precisam ser prevenidas e devidamente controladas. A vacinação à domicílio da Clínica Croce não é apenas um delivery de vacinas: é um serviço completo onde levamos a vacina até você, na sua casa e/ou onde você estiver, realizamos a aplicação e damos todas as orientações e cuidados necessários, da mesma forma como se o processo fosse feito em nossas instalações, mas no conforto da sua casa ou local de sua escolha. 

Além de seu sistema de aplicação de vacinas à domicílio, a Clínica Croce é referência em vacinas na região em que está localizada e conta com uma equipe médica renomada, com especialistas da USP e UNIFESP. A empresa oferece o que há de melhor em áreas como Imunologia, Endocrinologia, Alergologia, Reumatologia, e Endocrinologia Pediátrica.

Com os mais avançados serviços e ferramentas tecnológicas, a clínica oferece meios para diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas, com corpo clínico multidisciplinar de alto nível técnico e científico.

No artigo de hoje, você pôde conhecer a importância da vacina contra HPV no combate à doença, assim como na prevenção de cânceres como o de colo de útero. Garanta sua proteção e também a de sua família. Busque uma clínica especializada e qualificada para colocar sua vacinação em dia.

Está na hora de tomar a vacina contra HPV? Então, entre em contato conosco e faça agora seu agendamento. Estamos prontos para atendê-lo!

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