O que é um reumatologista e o que ele pode fazer por sua saúde

O que é um reumatologista e o que ele pode fazer por sua saúde

14 de maio de 2020 0 Por Editor

O corpo humano tem características particulares que exigem cuidados especializados e individuais. Dessa forma, doenças que envolvam áreas como articulações, tendões, músculos e ossos devem ser acompanhadas por um médico reumatologista.
Especializado no setor reumatológico, este profissional é responsável pela pesquisa, análise, diagnóstico e tratamento de condições patológicas que atingem seus pacientes como artrites, fibromialgia, esclerose, espondilite, entre outras doenças reumáticas e autoimunes.
Para que você entenda melhor a atuação do reumatologista e o que ele pode fazer por sua saúde, desenvolvemos o post a seguir com essa e outras informações relacionadas à este profissional. Acompanhe a leitura conosco para conferir!

O que é um reumatologista?


Ao concluir sua graduação, o médico pode aprofundar seus conhecimento em áreas específicas passando pela residência clínica médica. Profissionais recém-formados podem cursar especialidades clínicas de 2 a 3 anos, sendo assistidos por uma equipe já experiente na área de especialização.
O reumatologista é o médico dedicado a estudar doenças que afetam o tecido conjuntivo e, em geral, atua em clínicas, hospitais, consultórios particulares, centros esportivos, laboratórios de pesquisa ou na carreira docente.
O papel do reumatologista é cuidar de doenças que passam a afetar o sistema locomotor do paciente envolvendo esqueleto, músculos, tendões, articulações, ligamentos, e outros. O termo reumatismo envolve diversas doenças que podem variar entre inflamatórias, degenerativas, metabólicas, genéticas e auto-imunes.
As doenças tratadas pelo reumatologista têm em comum a presença de dor como sintoma, levando a deformidades e limitações caso não tenham o tratamento adequado. Entre as mais comuns estão a osteoartrite (mais conhecida como artrose) causadora dos desgastes das articulações do corpo, e a fibromialgia, doença que causa dor crônica e difusa, sem causa identificada.
O especialista determina o tratamento adequado a partir do diagnóstico individualizado, visto que na reumatologia existem mais de 200 doenças reumáticas. As de causa auto-imune, por exemplo, devem receber terapia para controle do sistema imunológico.
Já as degenerativas e de desgastes são tratadas com terapia que envolve atividades físicas, fisioterapia, acupuntura, infiltrações e outros. Um tipo de medicação que está presente na maior parte destes tratamento no entanto, sem dúvidas, é aquele para controle da dor.

Como é a formação do reumatologista?

Para alcançar a formação como reumatologista, o profissional deve obter diploma na faculdade de medicina cursando períodos de ciclos básicos, profissional, e internato. Após essas etapas, o médico passa pela residência de clínica médica. São cerca de 2 anos para que o profissional esteja apto a trabalhar como clínico geral. Para tornar-se um reumatologista, deve cursar mais alguns anos de residência em reumatologia, tornando-se qualificado para atuar como especialista.

Quais doenças são tratadas por esse especialista?

São diversos os distúrbios e doenças que podem ser diagnosticados, tratados e acompanhados pelos reumatologistas, seja em conjunto com outros especialistas ou não. Veja a seguir, as doenças reumatológicas mais comuns.

Artrite reumatóide

No Brasil, estima-se que 2 milhões de pessoas sofram com a artrite reumatóide. Essa doença inflamatória crônica gera impacto em diferentes articulações, manifestando-se em maior número no público feminino com idades avançadas.
A causa da doença ainda não é motivo de consenso na comunidade médica, e seus sintomas são caracterizados como rigidez no período da manhã, fadiga, dores nas articulações, vermelhidão e o aparecimento de edemas.
Seu tratamento medicamentoso deve estar adequado para o estágio em que a doença se encontra, sendo mais intenso conforme a condição agressiva da doença. Como parte importante das alternativas para lidar com os problemas, a fisioterapia garante que o indivíduo seja produtivo e desenvolva qualidade de vida. Contudo, em alguns casos, o tratamento cirúrgico é necessário.

Fibromialgia

Caracterizada por dores musculares de forma generalizada e crônica, a fibromialgia não manifesta evidência de inflamação em áreas de dor. No entanto, causa cansaço, distúrbios de sono, ansiedade e problemas no humor.
Problema comum entre pacientes que buscam assistência em uma clínica de reumatologia, estima-se que 2,5% da população do país sofra com essa condição. Impactando de forma significativa a vida do portador, a fibromialgia torna o paciente sensível até mesmo ao mais leve dos toques. Contudo, não causa deformidades, diferente de outras doenças reumatológicas.
Seu tratamento envolve mudanças na rotina com exercícios físicos, boa alimentação e alternativas como alongamento e meditação. Os medicamentos utilizados variam entre antidepressivos e aqueles para o controle da dor crônica.

Artrite idiopática juvenil

Conhecida também como artrite reumatoide juvenil, essa doença inflamatória crônica atinge articulações e órgãos como olhos, pele e coração. Suas manifestações características são dores, artrite, e elevação da temperatura de uma ou mais articulações.
Iniciando tardiamente, a dor nas crianças costuma ser branda, causando grande desconforto. O tratamento para a artrite idiopática juvenil inclui educação do paciente e familiares sobre a doença e o controle das dores e inflamação por meio dos medicamentos prescritos pelo reumatologista. A fisioterapia é outra forma essencial de lidar com o problema, proporcionando ao jovem a melhora da autoestima, assim como atendimento psicológico, recurso indispensável ao tratamento.

Lombalgia

A lombalgia é caracterizada pela dor na região lombar inferior, ou seja, parte baixa das costas. Um dos problemas reumáticos mais comuns, é uma das doenças que mais afastam trabalhadores brasileiros de seus postos, conforme a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT).
O tratamento da lombalgia consiste em formas que ajudem a aliviar a dor do paciente. Dessa maneira, diversos medicamentos podem ser indicados pelo reumatologista, além da reabilitação que inclui práticas de alongamento e fortalecimento de músculos.

Lúpus Eritematoso

O lúpus é uma condição inflamatória que tem origem auto-imune. Seus sintomas, que costumam variar de acordo com as fases de atividade e remissão, incluem desânimo, perda de apetite e febre. A doença é dividida em dois tipos: lúpus cutâneo, caracterizado por manchas na pele, sobretudo em áreas com exposição ao sol, e sistêmico, em que órgãos internos são atingidos. Entre os indivíduos mais atingidos, estão mulheres entre 20 e 45 anos.
O tratamento do lúpus envolve medicamentos, melhorias na alimentação, formas de redução de níveis de estresse, atividades físicas regulares, diminuição à exposição solar, abandono de hábitos nocivos, como o cigarro, e rigor na rotina de higiene.

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Osteoartrite

A osteoartrite é outra doença tratada pelo reumatologista. Conhecida também como artrose, é uma das principais causas que levam pacientes acima de 60 anos para clínicas de reumatologia. É caracterizada pelo desgaste da cartilagem articular e alterações ósseas, chamadas popularmente de “bico de papagaio”.
Entre seus principais sintomas, são apontados o inchaço, dor e rigidez nas articulações. O tratamento dessa condição envolve prática de atividades físicas, fisioterapia, medicamentos para redução da dor e otimização das funções articulares. Em casos extremos, uma intervenção cirúrgica pode ser feita como alternativa terapêutica.

Síndrome de Sjögren

Outra doença auto-imune acompanhada pelo reumatologista, a síndrome de Sjögren é caracterizada pela falta de umidade na boca e olhos, e sinais de inflamação nos gânglios, além de fadiga e artrite. Também sem cura definida, o tratamento dessa síndrome varia conforme sintomas manifestados e intensidade, sendo os recursos medicamentosos utilizados para aliviar os incômodos gerados pela condição.

Osteoporose

A osteoporose, problema que atinge principalmente mulheres acima de 45 anos, afeta a parte óssea do corpo, tornando seus ossos mais frágeis e poroso e aumentando os riscos para fraturas, sobretudo em costela, quadril e fêmur.
A doença acúmula diversos fatores desencadeantes, entre eles, o tabagismo, disfunções na tireoide, carência de cálcio e vitamina D, predisposição genética e sedentarismo. O tratamento da osteoporose inclui a adoção de dieta equilibrada, suprindo a deficiência de nutrientes, rotina ativa que inclua exercícios físicos, e medicamentos que possam estimular a melhora na resistência e reconstrução dos ossos, a fim de evitar a degeneração.

Artrite psoriásica

A psoríase atinge 3% da população mundial. Entre seus portadores, entre 10 e 42% apresentam quadros de artrite associados, originando a artrite psoriásica. Entre sintomas estão a dor contínua, inchaço, rigidez em tendões e lesões em região de unhas.
Seu tratamento consiste no uso de medicamentos para controle e alívio dos sintomas, realização de exercícios físicos regulares, e fisioterapia. Além disso, a intervenção cirúrgica pode ser recomendada em casos mais severos.

Vasculites

Caracterizadas por inflamação dos vasos sanguíneos, a vasculite apresenta entre seus sintomas a febre, cansaço, perda do apetite e dores nas articulações. Seu tratamento envolve a neutralização da causa que levou ao problema quando possível.

Tendinites

Outra doença também tratada pelo reumatologista, a tendinite é caracterizada pela inflamação dos tendões. Desenvolve-se pelo uso exagerado ou repetitivo dessas estruturas, ou pela presença de doenças inflamatórias e degenerativas.
Entre as principais regiões acometidas pela tendinite estão cotovelos, ombros, punhos e calcanhares. Seu tratamento além de medicamentoso envolve a prática de alongamentos e relaxamentos das áreas atingidas, assim como fisioterapia.

Bursite

A bursite é a inflamação na bursa —bolsa que atua como amortecedor de ossos e músculos— causada pelo uso repetitivo de algumas articulações, ou mesmo envelhecimento natural. Atinge ombros, joelhos, pés, quadris e cotovelos. Seu tratamento implica o uso de medicamentos, fisioterapia, retirada do líquido acumulado na região, e até intervenção cirúrgica quando indicado.
Quando procurar este profissional para cuidar de minha saúde?
Diferente do que muitos pensam, as doenças reumatológicas não afetam somente a população idosa, incluindo também crianças e jovens na lista de pacientes. Por isso, é importante estar atento à sinais e sintomas de algumas predisposições que podem levar ao desenvolvimento de certos problemas reumáticos. Entre eles podemos citar:
herança genética;
excesso de peso;
traumatismos;
distúrbios psicológicos, como ansiedade e depressão;
sedentarismo;
dores, inchaços, inflamações e vermelhidão em regiões que se manifestem por um longo período de tempo;
crianças com febre prolongada sem motivo aparente;
rigidez em articulações ao acordar ou ao dormir;
diminuição da flexibilidade da coluna percebida em situações corriqueiras;
fadiga constante, perda de peso e mal-estar não identificados;
limitação de movimentos ao realizar ações cotidianas;
dores no corpo todo;
dificuldades de movimentação ao acordar;
inchaço em articulações.

Os sinais e sintomas das doenças reumáticas podem causar limitações em tarefas simples na rotina do indivíduo, como escovar os dentes ou calçar o sapato. Por isso, o acompanhamento com um reumatologista é essencial. Caso identifique sintomas como esses, procure um especialista. Os prognósticos melhoram quando as doenças são identificadas de forma precoce, aumentando as chances de um tratamento adequado e possibilitando que o paciente tenha qualidade de vida e saúde.

Este conteúdo foi útil? Então, saiba também a hora certa de procurar um endocrinologista!

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