Vacinas na gravidez: quais devo tomar?

Vacinas na gravidez: quais devo tomar?

19 de dezembro de 2020 0 Por Editor

As vacinas na gravidez fazem parte de uma etapa importante para o pré-natal. O motivo é a queda do sistema imunológico que a mulher apresenta durante a gestação, deixando seu organismo mais suscetível a infecções por vírus e bactérias. 

Com a possibilidade de receber as vacinas na gravidez, a mulher pode evitar doenças que podem acometê-la, assim como o seu bebê. Afinal, a vacinação na gravidez é realizada para imunizar também os bebês.

Ao receber a vacina, a gestante consegue produzir anticorpos, principais mecanismos de defesa, e passá-los para seu bebê por meio da placenta. No entanto, esses anticorpos maternos não duram muito tempo no corpo do bebê e precisam ser substituídos pela imunização realizada diretamente na criança ao nascer.

Contudo, não são todas as vacinas que podem ser realizadas na gravidez. Devido seu sistema imune debilitado, a gestante corre o risco de desenvolver alguma versão leve de doenças como o sarampo, por exemplo. 

Por esse motivo, algumas das imunizações são contra-indicadas para as mulheres durante a gestação. Se você está grávida ou planejando uma gestação, continue a leitura para conferir quais vacinas você deve tomar para proteger seu organismo de seu bebê!

Como é o processo de fabricação das vacinas?

O Brasil é autossuficiente na produção de vacinas imunobiológicas. Além disso, é responsável pela exportação de vacinas para mais de 70 países. Para que a fabricação da vacina seja possibilitada, um longo processo é enfrentado. 

Se apenas a produção pode durar meses, a etapa anterior de pesquisa pode levar de pares de anos a décadas para ser concluída. De modo geral, existem muitas formas de abordar como é feita a vacina. Cada estratégia tem seus pontos positivos e desafios.

Enfraquecimento do vírus

Uma doença nada mais é do que a contaminação e multiplicação desses microrganismos no corpo. O vírus, que normalmente se multiplicaria velozmente, tem seu ciclo de reprodução controlado. Ao criar uma versão enfraquecida do vírus, o sistema imunológico pode gerar células que farão parte da camada de proteção da pessoa no futuro. 

Eliminação do vírus

Ao invés de criar uma versão fraca do vírus que não cause a doença, é criada uma substância que mata o vírus. Com esse composto químico, o vírus ou a bactéria não se reproduz a tempo de espalhar a doença. 

Dessa forma, com a eliminação do vírus, sintomas podem ser prevenidos e até pacientes em um quadro imunológico mais frágil podem tomar a vacina. Em contrapartida, é feita uma vacina com múltiplas doses, que devem ser tomadas de tempos em tempos para garantir a imunidade.

Remoção de parte do microrganismo

Em alguns casos, é feita uma vacina que utiliza parte do vírus em sua composição, coletado a partir de proteínas de sua superfície. Quando o sistema imunológico responde a uma parte do vírus, essa é a estratégia mais indicada para se fazer uma vacina. 

Vacinas desenvolvidas a partir desse método podem ser administradas em pessoas com imunidade mais prejudicada e garantem imunidade após três doses. Agentes tóxicos de bactérias também podem ser isolados e desativados nesse processo. Com isso, a doença é prontamente eliminada. 

Quais os diferentes tipos de vacina e imunização?

O grande desafio no momento de desenvolver uma vacina é o modo de criá-la. Com bactéria ou vírus, é preciso que aconteça o estímulo do sistema imunológico para a produção de anticorpos, entretanto, sem que sejam capazes de provocar a doença no indivíduo.

Em certos casos, expor o organismo ao vírus ou bactéria mortos é o suficiente para desenvolver essa produção e tornar a pessoa imune. No entanto, nem todos os vírus ou bactérias são capazes de realizar esse estímulo quando mortos. Por essa necessidade de buscar outras alternativas, existem 4 tipos de imunizações:

  • vacinas com germes vivos atenuados;
  • vacinas com germes mortos (fragmentados);
  • toxoides;
  • imunoglobulinas.

Vacinas na gravidez: quais devo tomar?

Durante o período da gestação, a mulher não pode receber vacinas que contenham o vírus ou bactérias vivas atenuadas, visto que podem apresentar o risco do desenvolvimento da doença por parte da mãe. Confira a seguir, quais são as vacinas indicadas para a gestante.

Tríplice bacteriana (dTpa)

A vacina tríplice bacteriana é conhecida popularmente como dTpa adulto. Ela é uma das vacinas na gravidez que são recomendadas pelo Ministério da Saúde para que a gestante possa se proteger contra a difteria, tétano e coqueluche. 

Difteria

Doença transmissível causada por bactérias que atingem nariz, laringe, faringe e amígdalas, a difteria quando não tratada pode lesionar coração, rins e sistema nervoso da mãe e do bebê.

Tétano

O tétano é uma doença infecciosa não contagiosa causada por uma bactéria encontrada na natureza. Pela gravidade de suas toxinas, a doença pode gerar fortes dores, contraturas e rigidez de membro e levar a pessoa à morte, quando não tratada.

Coqueluche

A coqueluche é uma infecção respiratória causada por bactéria. Transmissível, o principal sintoma da coqueluche é a tosse seca. Com a possibilidade de atingir brônquios e traqueias, quando não tratada, a coqueluche pode causar a morte.

Hepatite B

A vacina de hepatite B também faz parte do calendário da gestante, e deve ser administrada a partir do segundo trimestre da gestação caso a grávida não tenha recebido a imunização anteriormente.

Apesar de não apresentar sintomas muito definidos, a hepatite B causa dores musculares, vômito, náusea e outras complicações no organismo. A gestação é uma via comum de transmissão da hepatite B da mãe para o bebê. Por isso, é fundamental que a mãe receba a imunização, protegendo a si e também o bebê.

Influenza

A imunização contra a influenza é uma das mais importantes vacinas na gravidez. Além de garantir à mãe proteção contra o vírus da gripe, também é responsável pela proteção contra quadros mais graves, como a pneumonia. 

A dose para a imunização pode ser prescrita em qualquer mês da gestação, ou mesmo 45 dias após o nascimento para o bebê caso a mãe não tenha recebido a vacina durante o período gestacional.

Vacinas na gravidez recomendadas somente em situações especiais

Além das vacinas na gravidez, também pode ser necessário que a gestante receba outras imunizações indicadas pelo médico somente em situações especiais. Conheça quais são essas vacinas, a seguir.

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção que pode causar o parto prematuro do bebê, além de outros problemas no feto. Por ser feita com vírus morto, a vacina da hepatite A apresenta baixo risco para a gestante, contudo, ainda não há grande conhecimento dos seus efeitos colaterais na gravidez. Sua indicação é feita somente quando a gestante vive em áreas endêmicas, em que há falta de saneamento básico, fator que leva ao alto risco de contaminação. 

Pneumocócica

Para evitar a infecção por meio da bactéria pneumococo, causadora de infecções como pneumonia, meningite e otite, a vacina é indicada para gestantes acima de 19 anos que apresentam grande risco, como diabéticas, imunossuprimidas, portadoras de asma, bronquite crônica, e pessoas que retiraram o baço. Durante a gestação, a vacina contra o pneumococo deve ser administrada a partir do 2º trimestre gestacional.

Raiva

Feita também com o vírus morto, a vacina contra a raiva humana pode ser aplicada durante a gravidez caso a gestante apresente o risco para a doença, como mordidas por cão ou morcego. Contudo, o caso deve ser avaliado por um médico antes da imunização. 

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Vacinas na gravidez: quais são contraindicadas?

Por fim, algumas vacinas são contraindicadas para mulheres grávidas. Isso acontece pelo fato da imunização ser desenvolvida por meio de vírus vivo, oferecendo grandes chances de desenvolvimento da doença no organismo da mãe.

Febre amarela

A febre amarela é uma doença viral causada por um mosquito e endêmica em algumas regiões do Brasil, África e América do Sul. Para evitar o risco de contágio, mulheres grávidas devem evitar regiões em que existam casos da febre amarela. 

Por ser desenvolvida com vírus vivo, sua vacina não pode ser administrada em gestantes, e só pode ser indicada em casos extremos, em que um infectologista avalia que o risco de contágio é maior que os riscos de efeitos colaterais.

Tríplice viral

A tríplice viral é outra das vacinas na gravidez que devem ser evitadas. Com a imunização contra sarampo, caxumba e rubéola, a vacina pode causar complicações na gestação, como aborto espontâneo e malformação congênita. 

HPV – papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18

Também contraindicada na gestação, a vacina contra o HPV só deve ser administrada na mãe após 45 dias do parto. Sua proibição em casos de gestação se dá devido à falta de estudos que possam comprovar sua segurança para mãe e bebê. 

Vou poder tomar a vacina contra Covid-19?

Uma das questões relacionadas a vacinas na gravidez e o momento que vivemos é se as gestantes poderão receber a imunização contra a Covid-19. Afinal, a iminência das vacinas, início da imunização em outros países, definição de grupos prioritários e estratégias para a cobertura da população geram grande questionamento em relação ao possível impacto que a vacina pode ter não só em gestantes, mas também em puérperas e lactantes. 

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as gestantes não integraram estudos clínicos sobre as pesquisas das vacinas contra a Covid-19. Por esse motivo, ainda não existem informações claras sobre este assunto.

Segundo o presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas, o ginecologista Geraldo Duarte, essas pesquisas envolvendo gestantes ainda não tiveram seus resultados divulgados. No Brasil, ao menos 2 vacinas realizaram testes envolvendo gestantes em seu grupo. 

O médico ainda acrescenta que as diferentes maneiras de produção das vacinas contra Covid-19 também podem influenciar na indicação para as gestantes. Isso porque, até o momento, as vacinas contra o vírus utilizam sua fragmentação ou mesmo o germe inativo. 

Com esse fato, é possível que as primeiras vacinas contra a Covid-19 que tenham o vírus inativado sejam indicadas também para gestantes, visto que outras formas de imunização desenvolvidas com essa tecnologia já são utilizadas.

Aplicação de vacinas à domicílio da Clínica Croce

Com a impossibilidade ou dificuldade de sair de casa para preservar a própria segurança, são grandes as chances das pessoas não cumprirem o calendário de vacinação como se deve, um fato que já é percebido pelo Ministério da Saúde como mencionamos nas informações acima. Contudo, a Clínica Croce disponibiliza o serviço de aplicação de vacinas à domicílio, realizado já há algum tempo antes mesmo do início da pandemia.

Pensando no conforto, praticidade, e agora mais do que nunca na proteção do próximo, a clínica leva o serviço de vacinação até casas, apartamentos, condomínios, escolas e empresas. 

Uma enfermeira é responsável por realizar no local em que a vacina foi solicitada uma avaliação das carteiras de vacinação, tirando dúvidas e ajudando na identificação das vacinas que eventualmente possam estar em falta segundo o calendário. E claro, com todas as medidas de segurança recomendadas pela Organização Mundial da Saúde. 

Como mencionado anteriormente, mesmo com a pandemia em andamento as outras doenças precisam ser prevenidas e devidamente controladas. A vacinação à domicílio da Clínica Croce não é apenas um delivery de vacinas: é um serviço completo onde levamos a vacina até você, na sua casa e/ou onde você estiver, realizamos a aplicação e damos todas as orientações e cuidados necessários, da mesma forma como se o processo fosse feito em nossas instalações, mas no conforto da sua casa ou local de sua escolha. 

Teleatendimento

Além do sistema de aplicação de vacinas à domicílio, a Clínica Croce iniciou a prestação de serviço por teleatendimento para seus pacientes, com o objetivo de manter a saúde de todos em segurança devido ao aumento de casos de pessoas com Covid-19.

A clínica disponibiliza aos seus pacientes e usuários o atendimento através de um sistema único e exclusivo da clínica, a fim de buscar a melhor maneira de assistir cada um deles sem que seja preciso seu deslocamento.

Com uma renomada equipe médica, a Clínica Croce oferece especialistas nas áreas de Alergologia e Imunologia, Endocrinologia, Endocrinologia Pediátrica e Reumatologia.

A Chegada do teleatendimento seja no Brasil ou no mundo, para a telemedicina é uma área que tem rompido barreiras, eliminando distâncias geográficas e conectando especialistas a outros profissionais de saúde, administradores de unidades de saúde e pacientes. Esse avanço é possível graças à aplicação de tecnologias modernas, como a Internet, sistemas de áudio, imagem e vídeo.

Todo esse aparato contribui para a resolução de demandas comuns na área da saúde, como o esclarecimento de dúvidas e a manutenção das consultas de rotina com especialistas de cada área.

As infecções pneumocócicas, incluindo pneumonia e doenças invasivas, tais como bacteremia (presença do pneumococo no sangue) e meningite, são fontes importantes de morbidade e mortalidade em gestantes, lactentes, crianças, idosos e pessoas com sistema imune deprimido (em uso de quimioterápicos ou na vigência de Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

A vacinação contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é recomendada para todas as crianças, grávidas e adultos que têm uma condição que os coloca em maior risco de desenvolver pneumonia ou doença pneumocócica invasiva, ou que têm um fator de risco para piores desfechos se a infecção ocorre.

Coronavírus

É importante lembrar que no contexto da Covid-19, as comorbidades aumentam o risco de agravamento do quadro do paciente. Para aqueles que não tratavam as enfermidades previamente, a evolução da doença causada pelo novo coronavírus pode ser ainda pior. 

Estratégias de vacinação preventiva, cuidados com a higiene e acompanhamento médico são cuidados que feitos em massa, podem colaborar com o controle do Covid-19 e também para os novos vírus e doenças que chegam em nossa sociedade. 

Clínica Croce

Além de seu sistema de aplicação de vacinas à domicílio, a Clínica Croce é referência em vacinas na região em que está localizada e conta com uma equipe médica renomada, com especialistas da USP e da UNIFESP. A empresa oferece o que há de melhor em áreas como Imunologia, Endocrinologia, Alergologia, Reumatologia, e Endocrinologia Pediátrica.

Com os mais avançados serviços e ferramentas tecnológicas, a clínica oferece meios para diagnóstico e tratamento de doenças alérgicas, com corpo clínico multidisciplinar de alto nível técnico e científico.

No artigo de hoje, você pôde conferir quais são as vacinas na gravidez que podem ser realizadas. Além disso, conheceu as imunizações proibidas para gestantes e os motivos, conferindo a forma de desenvolvimento das vacinas, assim como seus diferentes tipos. 

Quer conhecer mais sobre as vacinas da gravidez que estão disponíveis na Clínica Croce? Então, que tal iniciar agora seu atendimento por WhatsApp? Estamos prontos para fazer o melhor por você!

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