O que fazer para tratar urticária ao frio?

O que fazer para tratar urticária ao frio?

31 de agosto de 2021 Off Por Editor

Durante os períodos de temperaturas mais frias, as alergias também podem aparecer em algumas pessoas. Sintomas como coceira, descamação e vermelhidão pelo corpo podem representar urticária ao frio.

Esse quadro exige a ajuda médica para diagnóstico e tratamento, evitando o agravamento da condição e obtendo formas de tratamento. A urticária ao frio acontece devido o contato com baixas temperaturas, sendo causada por uma resposta do corpo a essa situação. 

Além disso, a condição pode ocorrer também em outras estações que não apenas as mais frias. Basta que a pessoa esteja exposta a uma situação que faça a temperatura do corpo baixar.

Os locais mais afetados no início são mãos, pés, cabeça e nariz, podendo progredir para situações severas, exigindo serviço médico. Por isso, na leitura de hoje, você vai conferir as principais informações para tratar a urticária ao frio, além de conhecer os riscos!

O que é urticária ao frio?

A urticária ao frio é uma condição física caracterizada pelo desenvolvimento de lesões que mudam de cor e textura na pele (pápulas eritematosas) e inchaço (angioedema) causado pela liberação de alguns mediadores pró-inflamatórios no corpo após a exposição da pele ao frio.

A urticária ao frio é a quarta causa mais comum de urticária, depois da urticária crônica, urticária factícia e urticária colinérgica. Com sintomas que ocorrem em alguns minutos após o contato com ar, líquido e objetos frios, a urticária ao frio é geralmente limitada nas regiões expostas ao clima. 

Contudo, o contato com o frio intenso pode causar urticárias generalizadas e sintomas sistêmicos, como falta de ar, dores de cabeça, queda da pressão arterial (hipotensão) e perda da consciência. 

Casos como este são frequentes em contato extensivo com água fria, e pode apresentar risco de morte em mergulhos profundos, e sufocamento pelo inchaço na laringe ao ingerir comidas ou bebidas geladas.

A urticária ao frio afeta frequentemente jovens adultos, e sua duração é de quatro a cinco anos, com remissão, ou melhora dos sintomas em 50% dos pacientes em cinco anos. As mulheres são afetadas duas vezes mais que os homens, e a incidência da urticária ao frio tem sido estimada em 0,05%. A frequência dessa condição ocorre em 5,2 e 33,8% dependendo do estudo e da região geográfica, com maiores incidências em locais de clima frio.

Como a urticária ao frio ocorre?

A causa e os mecanismos envolvidos na urticária ao frio ainda permanecem incertos. Alguns fatores que tem sido associados são as infecções virais como hepatite, mononucleose, Doença de Lyme, HIV, Helicobacter pylori, toxoplasmose aguda e outras infecções parasitárias. 

Além disso, infecções do trato respiratório alto, dentária, e infecção do trato urogenital podem estar associadas com urticária ao frio. Isto pode explicar a boa resposta ocasionalmente destes pacientes ao tratamento com antibioticoterapia.

Outros fatores observados são os níveis elevados de IgE descritos em 70% dos pacientes. Alguns estudos descrevem altas incidências de atopia. Da mesma forma, a prevalência de anticorpos IgG, IgM e anti IgE tem sido descrito em pacientes com urticária ao frio.

Grupos de risco para a urticária 

É importante saber que os estímulos à manifestação da urticária são individuais. Ou seja, o que leva ao surgimento do problema em um paciente não necessariamente terá o mesmo efeito em outra pessoa. Ainda, a urticária ao frio não é uma patologia contagiosa. 

Os fatores desencadeantes não imunológicos mais naturais para a manifestação do problema são determinados medicamentos, alimentos, inseticidas, corantes e conservantes, picadas de insetos, exposição da pele ao calor intenso, ou, como no caso da urticária ao frio, ao frio intenso. 

Pacientes com hepatite, rubéola ou mononucleose infecciosa podem também se deparar com a manifestação da urticária. Outras condições subjacentes são vasculite, doenças da tireoide, alguns tipos de câncer, infecções, entre outras. 

É importante saber que a urticária manifesta-se em todas as faixas etárias, desde bebês até idosos. No entanto, alguns tipos tendem a afetar um grupo específico, como na urticária ao frio, que afeta mais mulheres jovens.

Tipos mais comuns de urticária

urticária ao frio

Agora que você já sabe o que é urticária ao frio, é importante também compreender que ela não é a única forma de urticária existente, apresenta outras variações importantes. Por isso, conheça as principais classificações das urticárias.

Urticária aguda

É considerada aguda a doença naqueles casos em que os sintomas desaparecem em menos de seis semanas. Esse é o tipo de urticária de mais fácil diagnóstico, comumente estimulada pelo consumo de determinado alimento ou remédio.

Ela caracteriza-se por um único episódio transitório e autolimitado, que não deixa marcas ou cicatrizes, mas pode ressurgir em outras áreas do corpo do paciente. O problema também pode ser estimulado por doenças sistêmicas, como lúpus.

Urticária crônica

A afecção nesse caso persiste por mais de seis semanas podendo permanecer ativa por meses ou anos. Seus sintomas afetam tanto a rotina do paciente que, conforme estudo, impactam na qualidade de vida de modo equivalente à insuficiência cardíaca grau 3.

Ela é subdividida em dois tipos: 

Urticária crônica induzida

Ocorre quando os sinais são desencadeados por algum agente externo, que pode ser, por exemplo: frio, calor, pressão por roupas justas ou elásticos, vibrações, sol, água, exercícios físicos, entre outros. 

Urticária crônica espontânea/idiopática

Ela se dá sem que se identifique um fator desencadeante, mesmo com investigação clínica completa, o que acaba por dificultar o diagnóstico e o tratamento. Essa forma da doença acomete mais mulheres do que homens. 

Angioedema

A urticária como angioedema envolve inchaço, contudo o inchaço é sob a pele, e não em sua superfície. Ele pode, ainda, afetar o rosto, os lábios, a garganta, a língua e as vias respiratórias. Se o inchaço afetar a respiração, pode colocar a vida do paciente em risco. 

Cabe salientar que alguns pacientes podem apresentar mais de um tipo de urticária. Por exemplo, podem manifestar urticária crônica espontânea associada à urticária induzida. 

Sinais e sintomas

Os sintomas de urticária ao frio começam logo após a pele ser exposta a uma queda na temperatura do ar ou a água fria. Apesar dos sintomas começarem durante a exposição ao frio, na urticária de frio eles podem ter uma piora frequente durante o reaquecer da pele exposta. 

Grande parte das reações da urticária ao frio acontecem quando a pele é exposta a temperaturas inferiores a 4,4 °C. No entanto, algumas pessoas podem apresentar reações também a temperaturas mais amenas. Além disso, umidade e vento também podem ser mais propícios à urticária ao frio. Os sintomas da urticária ao frio são:

  • Vermelhidão, prurido com coceira na área da pele exposta;
  • Inchaço das mãos ao segurar objetos frios;
  • Inchaço dos lábios ao ingerir alimentos frios;
  • Inchaço grave da língua e garganta, causando edema de laringe.

O edema de laringe pode ser uma das piores reações da urticária ao frio, visto que essa condição obstrui a passagem de ar. Outras reações graves que podem ocorrer são aumento de batimentos cardíacos, calafrios e desmaio.

Essas geralmente acontecem devido à exposição total da pele, como mergulhar em águas geladas. Com a liberação de histamina e outros químicos do sistema imunológico em grandes quantidades, pode acontecer a queda repentina da pressão arterial, causando choque e até mesmo a morte. Quando o indivíduo está na água, o afogamento pode ser uma consequência da perda de consciência.

Diagnóstico da urticária ao frio

A urticária ao frio pode ser diagnosticada com testes rápidos, como o contato de um cubo de gelo na pele exposta por alguns minutos. Se a urticária ao frio estiver presente, ocorrerá a formação dos sintomas no local.

A maioria dos casos de urticária ao frio acontecem em crianças e jovens adultos, sendo mais presente em mulheres. Considerando que a condição também pode ser causada por infecções e doenças, é fundamental buscar ajuda médica ao perceber os sintomas, a fim de investigar os motivos.

Como tratar a urticária ao frio?

Ainda não há cura para a urticária ao frio, contudo, o tratamento adequado pode ser muito eficaz. Seu tratamento inclui evitar exposição a temperaturas frias e a alterações repentinas. Além disso, o uso de medicamentos pode ajudar a evitar os sintomas, ou mesmo reduzi-los. Entre os mais utilizados, estão:

  • Anti-histamínicos: loratadina (Claritina), fexofenadina (Allega), cetirizina (Zyrtec), levocetirizina (Xyzal) e desloratadina (Clarinex);
  • ansiolítico: doxepina (Silenor).

Ainda que os medicamentos não promovam a cura da urticária ao frio, eles são ideais para aliviar os sintomas. Quando a urticária ao frio é motivada por um problema de saúde subjacente, outros medicamentos ou tratamentos também podem ser necessários.

Quando procurar um médico?

Ao perceber qualquer lesão, mancha, coceira, dor ou desconforto na pele, é muito importante buscar auxílio médico especializado. Se tais sinais se tornam mais graves, procurar um médico é crucial. 

Como vimos, a urticária ao frio pode se tornar grave e causar riscos para a vida. Portanto, não protele a ida a um médico e o início do tratamento adequado para seu caso.

O sistema imunológico pode se defender contra diversos invasores, como os vírus e as bactérias. Contudo, esse processo pode ser considerado agressivo, resultando em uma hiperreatividade a substâncias que não são tão perigosas, como baixas temperaturas. Quem demonstra esse tipo de sensibilidade deve se preocupar em marcar uma consulta com o alergologista.

Há pouco tempo, era comum que os indivíduos que sofriam com doenças alérgicas procurassem profissionais da área da dermatologia, pneumologia ou otorrinolaringologia, buscando um diagnóstico e o tratamento para o seu problema. Embora esses médicos identificassem as patologias, não tinham a especialização necessária para prescrever a melhor forma de tratar as alergias.

Uma vez encaminhado ao alergologista, o paciente passa por uma minuciosa avaliação, que inclui exame físico, testes de alergia, exames de sangue, cutâneos e de contato e anamnese. Esse cuidado é fundamental para elaborar o diagnóstico e estabelecer qual será o plano de tratamento, medicação e ações de controle ambiental necessárias para dar mais autonomia ao indivíduo.

Vale ressaltar que o alergologista atende todos os grupos etários, dos bebês aos idosos, já que essas patologias podem começar em qualquer idade. Embora esse tipo de enfermidade não siga um padrão universal, existem alguns fatores e uma certa prevalência em diferentes faixas etárias. 

Diagnóstico e tratamento de urticária ao frio na Clínica Croce

A Clínica Croce tem entre suas especialidades, o diagnóstico e o tratamento para a urticária ao frio. Localizada na zona oeste de São Paulo, a Clínica Croce foi fundada em 1973, pelo Prof. Dr. Júlio Croce, um dos primeiros médicos da Universidade de São Paulo (USP) a se especializar no tratamento de doenças alérgicas no Brasil e que, com outros profissionais, fundou a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). 

Em 1988, a clínica foi assumida pelo Dr. Fábio F. Morato Castro, que deu início ao centro de imunizações da Croce — que hoje é uma referência nacional. Ao longo de sua história, a Clínica Croce montou uma equipe de profissionais altamente capacitados, da USP e da UNIFESP, selecionados criteriosamente, visando oferecer o que há de melhor e mais moderno na medicina nas áreas de alergologia, imunologia, endocrinologia adulta e pediátrica, reumatologia, otorrinolaringologia, vacinas e infusões de medicamentos.

Na Croce, você irá contar com o atendimento humanizado e a avaliação científica precisa e qualificada de uma equipe renomada de especialistas que atua de modo interdisciplinar, o que potencializa um encaminhamento do caso mais integral e eficaz ao paciente. 

E quando o assunto é remédio para urticária ao frio, a Clínica Croce também é uma referência, uma das principais especialistas no Brasil nesse tipo de tratamento. Em nossa clínica, disponibilizamos no rol de opções, o tratamento com a infusão Omalizumabe (Xolair®).

Conforme vimos, ele apresenta ótimas perspectivas para se aliviar os sintomas da doença e promover mais qualidade de vida ao paciente, que não verá mais sua rotina ser limitada e prejudicada pelos desconfortáveis efeitos físicos, emocionais e psicológicos da doença. 

Na Clínica Croce, contamos com um corpo médico que contempla especialistas de diversas áreas, incluindo a alergologia e imunologia. A clínica é uma das mais conceituadas do país e disponibiliza alergologistas com ampla experiência e prontos para fornecerem o atendimento qualificado e humanizado que o paciente necessita.

A clínica conta com estrutura, equipamentos e metodologias modernas para dar o suporte necessário. O corpo clínico da Croce está preparado para prestar atendimento qualificado e especializado, por meio de exames, testes, consultas, diagnósticos e encaminhamento de tratamentos diversos, trazendo muito mais conforto para os seus pacientes.

A equipe de alergologia é responsável pelo diagnóstico e tratamento de doenças que acometem o sistema imunológico e desencadeadas por fatores alérgicos. Dentre as patologias mais comuns estão a hipersensibilidade a venenos de insetos, a alergia alimentar, dermatite atópica, asma e urticárias.

Assim como ocorre com boa parte das enfermidades, o sucesso do tratamento das doenças alérgicas depende da velocidade do seu diagnóstico. Afinal, esse fator influencia na incidência de episódios de crises que podem prejudicar os afazeres diários e, até mesmo, levar a óbito.

Ainda, a Clínica Croce conta com um ambiente confortável, equipamentos e metodologias de trabalho modernas e uma atenção especial ao paciente desde seu primeiro contato.

E tudo isso está à sua disposição de modo facilitado, já que a Clínica Croce trabalha com diversos plano de saúde, incluindo Bradesco Saúde, Plano de Saúde Itaú, Mediservice, Porto Seguro Saúde, SulAmérica Saúde e Convênio ABMED.

Acompanhe mais sobre o assunto no vídeo sobre urticária ao frio, realizado pela Dra. Ana Paula Moschione, profissional da Clínica Croce.

Agora que você conhece mais sobre a urticária ao frio, não deixe de procurar atendimento adequado ao identificar os sintomas. A Clínica Croce é referência em serviços de alergologia, e é a melhor opção para cuidar desta e de outras alergias

Que tal marcar um atendimento com um alergologista para conhecer possíveis reações alérgicas? Agende sua consulta com a Clínica Croce. Por meio do atendimento via telemedicina é possível ser atendido de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de estar em São Paulo, cidade sede da clínica.