O que é urticária? Conheça a doença e seus sintomas.

O que é urticária? Conheça a doença e seus sintomas.

26 de novembro de 2019 0 Por admin

Você já parou para pensar sobre, exatamente, o que é urticária? Esse problema, apesar de comum, possui diversas especificidades. 

Em linhas gerais, a urticária é uma irritação cutânea caracterizada por lesões avermelhadas, que causam um leve inchaço nas áreas atingidas. Tratam-se de vergões que aparecem na pele e que tendem a coçar muito. 

A urticária pode surgir em qualquer área do corpo, assumindo diferentes formatos. Ainda, as lesões podem ser isoladas ou aparecer em conjuntos, formando grandes placas avermelhadas, com desenhos e formas variadas, sempre acompanhadas de coceira. 

Um ponto importante a se destacar é que a urticária pode se manifestar em pequenos surtos, aparecendo em qualquer período do dia ou da noite, permanecendo durante horas e desaparecendo sem deixar marcas na pele. 

Cabe ressaltar, no entanto, que dificilmente as pessoas associam esses sintomas a uma crise de urticária. Isso porque o desconhecimento sobre a doença ainda é grande. De acordo com pesquisa realizada em 2018 pelo  Instituto Ipsos, 57% das pessoas desconhecem a doença. O seu avanço, então, que é denominado como urticária crônica espontânea, possui um desconhecimento ainda maior: 91% dos 1.200 entrevistados em 72 municípios do Brasil não sabem absolutamente nada sobre a doença. 

Pois, sim, a urticária existe e não tem idade para se manifestar, registrando alta prevalência. De acordo com estimativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ao longo da vida, uma em cada cinco pessoas terá pelo menos um episódio de urticária. 

Para ajudar você a compreender melhor o que é urticária, seus tipos, sintomas, causas e opções de tratamentos, preparamos o artigo de hoje. Confira, a seguir, e tire suas dúvidas sobre o tema.

Afinal, o que é urticária?

Como vimos, trata-se de uma irritação cutânea manifestada a partir de lesões avermelhadas e levemente inchadas – que são parecidas com as que surgem pelo contato com a urtiga, daí sua denominação. Essas lesões costumam ocasionar coceiras que podem ser bastante intensas, o que, sem o tratamento adequado, tende a prejudicar bastante a qualidade de vida e a rotina do paciente.

 A condição apresenta diferentes origens e níveis de intensidade. Por exemplo, ela pode se manifestar a partir do consumo de um determinado alimento que provoque reação adversa, do contato com temperaturas baixas ou até mesmo não ter uma causa detectada. 

Esse é um problema bastante comum. Há estimativas de que ele acometa anualmente mais de 2 milhões de brasileiros. No entanto, muitas vezes, ele é confundido com simples reações alérgicas, o que retarda seu tratamento. Cabe aqui também fazer um esclarecimento: apesar de muitos acreditarem que a urticária sempre tem motivação alérgica, isso não é verdade. Atualmente compreende-se que a maior parte das crises ocorre por desencadeadores não alérgicos. Desse modo, em boa medida, o caso de urticária não é um caso de alergia.

Na urticária, acontece produção excessiva de diversas substâncias químicas por células chamadas mastócitos – sendo a histamina uma das principais. Essas agem nos vasos sanguíneos e na pele. A histamina, em especial, ocasiona dilatação dos vasos sanguíneos com consequente vermelhidão e inchaço cutâneo, levando às lesões características do quadro. 

Tipos de urticária

Agora que você já sabe o que é urticária, é importante também compreender que ela se apresenta com variações importantes. Elas são comumente classificadas em:

1. Urticária aguda

É considerada aguda a doença naqueles casos em que os sintomas desaparecem em menos de seis semanas. Esse é o tipo de urticária de mais fácil diagnóstico, comumente estimulada pelo consumo de determinado alimento ou remédio.

Ela caracteriza-se por um único episódio transitório e autolimitado, que não deixa marcas ou cicatrizes, mas pode ressurgir em outras áreas do corpo do paciente. O problema também pode ser estimulado por doenças sistêmicas – como lúpus.

2. Urticária crônica

A afecção nesse caso persiste por mais de seis semanas podendo permanecer ativa por meses ou anos. Seus sintomas afetam tanto a rotina do paciente que, conforme estudo, impactam na qualidade de vida de modo equivalente à insuficiência cardíaca grau 3.

Ela é subdividida em dois tipos: 

2.1. Urticária crônica induzida

Ocorre quando os sinais são desencadeados por algum agente externo, que pode ser, por exemplo: frio, calor, pressão por roupas justas ou elásticos, vibrações, sol, água, exercícios físicos, entre outros. 

2.2. Urticária crônica espontânea/idiopática

Ela se dá sem que se identifique um fator desencadeante, mesmo com investigação clínica completa, o que acaba por dificultar o diagnóstico e o tratamento. Essa forma da doença acomete mais mulheres do que homens. 

3. Angioedema

A urticária como angioedema envolve inchaço, contudo o inchaço é sob a pele, e não em sua superfície. Ele pode, ainda, afetar o rosto, os lábios, a garganta, a língua e as vias respiratórias. Se o inchaço afetar a respiração, pode colocar a vida do paciente em risco. 

Cabe salientar que alguns pacientes podem apresentar mais de um tipo de urticária. Por exemplo, podem manifestar urticária crônica espontânea associada à urticária induzida. 

Há grupos de risco para a urticária?

Primeiramente, é importante saber que os estímulos à manifestação da urticária são bastante individuais, isso é, o que leva ao surgimento do problema em um paciente não necessariamente terá o mesmo efeito em outra pessoa. Ainda, essa não é uma patologia contagiosa. 

Os fatores desencadeantes não imunológicos mais recorrentes para a manifestação do problema são determinados medicamentos, alimentos, inseticidas, corantes e conservantes. Ainda, picadas de insetos, exposição da pele ao frio ou ao calor intenso. 

Pacientes com hepatite, rubéola ou mononucleose infecciosa podem também se deparar com a manifestação da urticária. Outras condições subjacentes são vasculite, doenças da tireoide, alguns tipos de câncer, infecções, entre outras. 

Também é importante saber que a urticária manifesta-se em todas as faixas etárias – de bebês a idosos. No entanto, o tipo crônico tende a acometer mais as mulheres de meia-idade.

Sintomas característicos de um quadro de urticária

O mais comum dos sintomas de urticária é a coceira, também chamada de prurido, mas as lesões podem provocar a sensação de ardor ou queimação. 

A coceira causada por essa condição costuma ser bastante intensa e atrapalhar a rotina dos pacientes em seu trabalho, além da qualidade de seu sono, já que a coceira se intensifica à noite, momento em que o corpo está relaxado. 

Os sintomas podem se manifestar a qualquer momento e, dependendo do seu grau, durar horas, dias ou até meses. Além disso, pode ocorrer inchaço rápido, intenso ou localizado, que atinge normalmente pálpebras, lábios, língua e garganta. Esse inchaço é a angioedema, que vimos anteriormente.

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Pode haver, ainda, uma complicação bastante grave, que é conhecida como anafilaxia, a qual causa náuseas, vômitos, queda da pressão arterial e edema de glote com dificuldade para respirar. Nessas situações, um atendimento de emergência é recomendado. 

Como é feito o diagnóstico de urticária?

Você sabia que as doenças de pele já representam a quarta maior causa de incapacitação? Esse dado surpreendente mostra a importância de, a partir da identificação de qualquer sintoma, procurar auxílio médico. Outra razão para isso é que a presença de urticária está relacionada a um maior risco de episódio de anafilaxia, problema que pode ser fatal.

No caso da urticária, o diagnóstico, tanto de um tipo mais simples quanto do nível mais avançado, é feito principalmente a partir da história clínica detalhada do paciente e pelos sinais e sintomas que o paciente apresenta. 

Nesses casos, exames laboratoriais – como de sangue, fezes e urina – auxiliam no diagnóstico, pois ajudam na busca pela causa da infecção. Cabe ressaltar que, ao não se encontrar a causa, a urticária é enquadrada como idiopática. A biópsia da pele pode ser realizada em situações de difícil controle ou para diferenciar o quadro de outras doenças da pele. 

Ainda, testes de provocação também podem ser realizados, sobretudo para auxiliar no diagnóstico da urticária crônica induzida.

Opções de tratamentos para casos de urticária

O tratamento da urticária só é considerado eficaz quando o paciente fica completamente livre dos sinais da doença. Então, para que ele tenha a eficácia que se espera, primeiramente, é preciso identificar o tipo de urticária que aquele paciente possui: crônica ou aguda, espontânea ou induzida. 

Vale salientar, entretanto, que a patologia não tem cura, mas as crises podem ser controladas de modo a não afetarem mais o dia a dia e a qualidade de vida do paciente que tem essa doença. 

No caso das agudas e induzidas, o ideal é afastar-se da causa quando possível. Além do tratamento específico, mudanças na dieta alimentar costumam ajudar na melhora do quadro. 

Quando falamos da doença em seu estágio crônico espontâneo, aproximadamente 25% dos pacientes não respondem ao tratamento com antialérgicos, mesmo em doses aumentadas. Nesses casos, o médico responsável busca opções de tratamento mais modernas já disponíveis no Brasil – tais como as infusões de medicamentos.

Em geral anti-histamínicos, conhecidos como antialérgicos, por via oral são indicados para inibir os sintomas. Porém, em algumas situações podem-se prescrever drogas como corticoides em sua fórmula. Esta medicação, em geral é orientada por períodos curtos, em virtude dos seus efeitos adversos. Casos mais graves, especialmente quando associados ao angioedema, podem exigir a aplicação de adrenalina por via subcutânea. 

O tratamento da urticária crônica espontânea idiopática é feito de uma forma um pouco diferente. Primeiramente, com anti-histamínicos introduzidos em doses que podem ser aumentadas gradativamente e, a partir da resposta do tratamento, outras classes de drogas podem ser introduzidas. 

Por exemplo, em casos mais graves, de  resistência aos anti-histamínicos e refratários aos tratamentos tradicionais, as infusões medicinais podem ser a melhor opção de tratamento. De acordo com estudo, para os casos de urticária crônica espontânea, esse tipo de tratamento controla a patologia em 85% das vezes, o que é um grande alívio para quem convive com crises e a manifestação de sintomas como coceira aguda. Também para aqueles que estavam enfrentando efeitos colaterais mais intensos com outros tratamentos, este mostra-se como um grande avanço.

O medicamento imunobiológico ajuda a modificar a resposta imune do nosso sistema, favorecendo uma melhora expressiva do quadro. As infusões podem ser recomendadas para o tratamento de urticária crônica espontânea de adultos e jovens acima dos doze anos.

Lembrando ainda de que o especialista indicado para tratar desse tipo de problema é o médico dermatologista, o qual poderá prescrever algum tipo de tratamento mais específico, após estudo detalhado de cada caso. Ainda, para situações nas quais ocorra associação com outras patologias alérgicas, um especialista em Alergia e Imunologia poderá proporcionar uma abordagem mais ampla. 

Tenha sempre em mente que a automedicação pode prejudicar bastante o quadro, então, ao surgir algum dos sintomas citados aqui, procure imediatamente um médico de sua confiança. Ainda, evite soluções caseiras sem, antes, conversar com seu médico. É comum ouvir falar sobre alternativas como aplicar casca de banana nas lesões. No entanto, além de comumente essas receitas não funcionarem, elas podem desencadear outros problemas como queimadura e agravo na irritação da pele. 

O que é possível fazer para evitar novas crises?

Além do tratamento farmacológico, algumas ações podem ajudar a reduzir os incômodos relacionados às crises de urticária. 

A partir do momento em que houve a primeira crise e que se descobriu a causa, é recomendável evitar o acesso àquilo que ocasiona a reação. Por exemplo, se a causa da urticária é o calor, evitar locais abafados, embora não se possa fazer isso a todo o momento, é uma medida bem importante a ser tomada sempre que possível.

A dieta alimentar se torna fundamental nesse processo, pois, muitas vezes, a urticária é provocada pela alimentação, então retirar do cardápio diário conservantes, embutidos, enlatados, peixes e frutos do mar, chocolate, refrigerante, ovo e alimentos que normalmente geram reações adversas costuma ajudar a melhorar o problema mais rapidamente, evitando o reaparecimento das lesões durante o tratamento. Naturalmente, essas mudanças na dieta e, principalmente, a restrição aos alimentos, devem ser prescritas por seu médico.

Ainda, em situações em que a crise já se instalou, é importante evitar coçar a pele, embora muitas vezes seja bastante difícil, isso é fundamental para não permitir que se desenvolvam ou agravem lesões na pele e para que não fiquem marcas. Para conseguir esse controle, uma boa dica é aplicar compressas frias sobre as lesões. Esse método costuma aliviar aquela coceira indesejada. 

O estresse, além dos aspectos citados, é um dos grandes vilões da urticária, então, buscar uma vida mais tranquila e aliviar as tensões são formas positivas para buscar minimizar as chances de novas crises de urticária.

Por fim, duas dicas cruciais: não deixar de ir ao médico antes de tomar qualquer medicação por conta própria. Além disso, se você estiver com uma pessoa com os sintomas que citamos nesse material que dizem respeito à fase aguda da doença, vá imediatamente até um médico para buscar atendimento e evitar complicações no caso.

Diagnóstico e tratamento de urticária na Clínica Croce

Localizada na zona oeste de São Paulo, a Clínica Croce tem o diagnóstico e o tratamento de urticária entre suas especialidades.

Contando com uma conceituada equipe médica, formada por especialistas da USP e da UNIFESP, a Clínica Croce oferece, há mais de 40 anos, o que há de melhor nas áreas de Alergologia e Imunologia, Endocrinologia, Endocrinologia Pediátrica e Reumatologia. Disponibilizamos a nossos pacientes ambientes climatizados, confortáveis e equipados com o que há de mais eficaz e moderno para clínicas médicas.

Proporcionamos um atendimento humanizado e uma avaliação científica precisa e qualificada. Além disso, compreendemos que a saúde de nossos pacientes não pode ser compartimentada, por isso, fornecemos tratamentos multidisciplinares, a fim de criar soluções mais abrangentes e integrais para cada caso em específico.

No caso das urticárias, por exemplo, os resultados podem ser potencializados unindo a expertise de especialistas em alergologia, imunologia, reumatologia (para casos de condições subjacentes, como lúpus, por exemplo) e em infusões medicinais. Cabe salientar que, na Clínica Croce, você encontrará o tratamento mais moderno para urticária crônica espontânea, por meio de do medicamento imunobiológico Omalizumabe (Xolair®).

E tudo isso está à sua disposição de modo facilitado, já que a Clínica Croce trabalha com diversos plano de saúde, incluindo Bradesco Saúde, Plano de Saúde Itaú, Mediservice, Porto Seguro Saúde, SulAmérica Saúde e Convênio ABMED.

E então, ficou mais claro agora o que é urticária? Você suspeita ter esse problema? Não deixe de agendar sua consulta para diagnóstico e tratamento com os especialistas da Clínica Croce. Aguardamos o seu contato.

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