Confira os tipos de alergia mais comuns e como tratá-las

Confira os tipos de alergia mais comuns e como tratá-las

7 de junho de 2021 Off Por Editor

Você conhece os diferentes tipos de alergia? Deveria conhecer, afinal, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 35% da população brasileira têm algum tipo de alergia. Por isso, as chances de você, ou algum familiar desenvolver este problema, são altas.

Para evitar complicações, conhecer os tipos de alergia que podem ocorrer é fundamental. Por isso, incluímos na leitura de hoje os tipos de alergia mais comuns e também a melhor forma de tratá-las. Confira!

O que é alergia?

Alergia é uma reação exagerada do organismo a algumas substâncias presentes no ambiente. As pessoas alérgicas, principalmente as que têm asma, rinite e dermatite atópica, possuem uma condição genética que determina que reajam de forma exagerada a determinados estímulos, causando os sintomas.

Portanto, as doenças alérgicas não são contagiosas, e sim o resultado de uma resposta individual determinada geneticamente. Os indivíduos alérgicos são mais sensíveis que o resto da população frente a estímulos externos.

Várias substâncias podem desencadear o quadro alérgico, entre elas: inalantes (ácaros, pelos de animais, fungos, pólen), alimentos, medicamentos, cosméticos, etc. As alergias podem se manifestar de diferentes maneiras. As respiratórias, asma e rinite são as mais comuns, entretanto, existem ainda as urticárias e as dermatites.

Como saber se tenho algum dos tipos de alergia?

Existem, basicamente, dois tipos de testes. Para alergias respiratórias fazemos o teste cutâneo de puntura – com gotas do antígeno pesquisado (ácaros, animais, pólens) no braço do paciente – após 15 a 20 minutos. 

Se o indivíduo for alérgico, aparecerá uma reação com formação de pápula avermelhada, com coceira no local da gota. Isso significa que o indivíduo tem anticorpos para aquele antígeno e está sensibilizado.

Esta avaliação também pode ser feita com um exame de sangue – ImmunoCAP. Para as alergias de contato na pele, usamos o teste de contato tardio (Patch test), onde as substâncias suspeitas (cosméticos, metais, borracha e látex) são colocadas em uma fita adesiva larga que fica grudada por dois dias nas costas do paciente.

Para as alergias a alimentos e medicamentos, o melhor teste é o de provocação. No entanto, só deve ser indicado e realizado pelo especialista em alergia, o médico alergologista, pois pode ter reações mais graves.

Os tipos de alergias mais comuns que acometem os brasileiros são as alergias alimentares, respiratórias, alergias de pele, medicamentos, insetos e pelos de animais. A seguir, você poderá conferir um pouco mais sobre cada uma delas.

Tipos de alergia alimentar

É comum que se entenda a alergia a determinados alimentos e a intolerância alimentar como sinônimos. No entanto, tratam-se de duas condições diferentes. Basicamente, o que difere a alergia alimentar da intolerância é que, no primeiro caso, trata-se de uma reação imunológica mediada por IgE, que ocorre geralmente após a ingestão imediata do alimento. 

Já a intolerância, pode ser medida pelo IgG (embora haja outros fatores causadores) e seus sintomas podem demorar até alguns dias para aparecerem. Desse modo, a reação do organismo às duas condições é diferente. 

Na intolerância alimentar, registra-se dificuldade na digestão, o que acarreta diversos sintomas gastrointestinais, por exemplo. ,, na alergia alimentar nosso sistema apresenta uma resposta imunológica ao consumo do alimento, levando nosso organismo a criar anticorpos – agindo assim, como se o alimento fosse um agente agressor.

Por isso, na alergia, os sintomas e as reações tendem a ser mais céleres do que no caso da intolerância alimentar e também mais graves, podendo, inclusive, apresentar risco de morte – diferentemente da intolerância. De fato, para o portador de alergia a alimentos, tocar, inalar ou ingerir mesmo uma quantidade microscópica de uma substância alérgena pode ser fatal.

Alergia respiratória

Os tipos de alergia respiratória são respostas exageradas que o organismo humano apresenta após o contato com o ambiente que nos rodeia, com substâncias alérgenas feito o pólen e ácaros. Mais frequentes quando existem casos familiares, as doenças alérgicas apresentam risco genético para sua ocorrência.

As doenças que afetam as vias respiratórias ocorrem devido a uma hipersensibilidade que o indivíduo possui a determinados fatores, como pelos de animais, mudanças climáticas e exposição a ácaros. O resultado dessa condição são espirros e coriza constantes, a dificuldade para respirar, tosse persistente e coceira na garganta e no nariz.

Os sintomas da alergia respiratória costumam acontecer devido a uma hipersensibilidade a diversos fatores, como poeira, ácaro, pelo de animais, e mudanças climáticas. Podem provocar espirros, coriza constante, tosse, coceira no nariz e garganta, e dificuldades para respirar.

A crescente prevalência das doenças alérgicas, seu impacto no bem-estar coletivo e individual, e o prejuízo social que se associa a elas, confirmam a necessidade de diferentes opções terapêuticas e de profissionais especialistas capacitados para enfrentar o desafio de tratar os sintomas dessas condições, como alergistas.

Ainda que nem todos os casos alérgicos apresentam a possibilidade de cura, existem outras maneiras de controlar as crises e aliviar os sintomas, proporcionando conforto para os pacientes alérgicos. Por isso, é importante conhecer mais sobre os principais tipos de alergia respiratória que podem ser tratadas pelo alergista. 

Tipos de alergia respiratória

Assim como os outros tipos de alergia, as respiratórias são divididas em diferentes tipos. Entre as principais delas estão a asma, rinite alérgica, sinusite e bronquite alérgica. Conheça um pouco mais sobre cada uma delas.

Asma

É durante a primavera que o pólen das flores e gramíneas são carregados pelo vento, tornando-se alérgenos nas crises de asma, doença crônica que não apresenta cura. 

A asma é caracterizada pela inflamação das vias aéreas, e mesmo que suas causas não sejam bem definidas, sabe-se que provavelmente são decorrentes da combinação de fatores genéticos e ambientais. 

É nessa alergia respiratória que os brônquios ficam inflamados, principalmente ao entrar em contato com fatores desencadeantes que dificultam a respiração, como poeira, poluição, ar frio e fumaça de cigarro.

Ainda que o tratamento seja feito sob orientação médica com o uso de medicamentos controlados para aliviar e prevenir o aparecimento dos sintomas, eles podem estar presentes.

Rinite alérgica

Parecida com um resfriado, a rinite alérgica tem como sintomas diferenciais, coceira no nariz, olhos e garganta, além disso, seus sintomas são mais persistentes do que um resfriado comum. 

Mais comum em crianças, a rinite alérgica atinge cerca de 30% delas, e é desencadeada por ácaros, pólen, e epitélios de animais. A variação climática da primavera e a poluição acabam piorando os sintomas da alergia respiratória. 

Sabe-se também que um indivíduo com rinite é geneticamente predisposto se um dos pais for alérgico, aumentando as chances em até 30%. Caso os dois pais possuam a rinite alérgica, a criança tem até 80% de chances de também desenvolver a doença.

Sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios paranasais frequentemente desencadeada por quadros associados à rinite alérgica. Essa doença causa extremo desconforto no paciente, como dores na cabeça e na face, coceira na garganta, congestão nasal e olhos lacrimejantes.

Bronquite alérgica

A bronquite alérgica faz parte dos tipos de alergia respiratória, e pode ser provocada por uma série de motivos, desde a presença de poeira até o hábito de fumar. É importante conseguir identificar o agente alérgico causador para poder eliminar o problema, solucionando as crises.

Assim como a asma, a bronquite tem causadores parecidos. Contudo, não existe relação entre elas, mas sim entre os fatores que originam seus sintomas, como os pelos de animais, fumaça, mofo, entre outros.

A alergia respiratória pode ser tratada com diferentes medicamentos. Entretanto, sua eficácia pode variar. Os antialérgicos podem ser a melhor forma de controlar os sintomas da alergia respiratória, assim como as infusões medicinais

Medicamento para alergia respiratória

Os corticoides são utilizados como forma de controlar os sintomas da alergia respiratória. Eficazes e seguros, o uso de inaladores permite que a pessoa tenha menos efeitos colaterais, comuns neste tipo de medicamento. Além dele, antialérgicos são utilizados como forma aliviar os sintomas. 

A imunização é fundamental, não só para prevenir outras doenças, mas também combater as alergias. No combate às alergias, medidas de controle como a imunização por meio de vacinas, são grandes aliadas. 

Infusões medicinais são medicamentos biológicos administrados por via subcutânea que permitem fornecer fluidos em volumes e taxas precisas. Contudo, além do tipo de aplicação, a composição do medicamento também é diferenciada, sendo o resultado de diversas pesquisas e aperfeiçoamentos realizados via engenharia genética derivados de anticorpos humanos ou de origem animal, modificados em laboratório genético. 

Dessa forma, as infusões medicinais revolucionam as opções de tratamentos até então disponíveis por sua efetividade, segurança, controle, potencial de atenuar sintomas realmente incômodos e de proporcionar mais qualidade de vida ao indivíduo.

Tipos de alergia da pele

Os tipos de alergia da pele são doenças não contagiosas que podem ser causadas pelo contato direto com um alérgeno no tecido cutâneo, ou mesmo pela reação do organismo a substâncias contidas em medicamentos, ou alimentos. Veja quais são as mais comuns.

Dermatite atópica

Doença de pele que pode aparecer em qualquer fase da vida, a dermatite atópica é mais comum na infância, e não é contagiosa. Por esse motivo, suas manchas avermelhadas que surgem em tronco, rosto, braços e pernas podem ser tocadas sem risco de transmissão.

Urticária

A urticária é a doença de pele que mais afeta pessoas no verão, e caracteriza-se por lesões avermelhadas e inchadas que surgem na pele causando coceira intensa. Seu tratamento consiste em observar o agente causador para evitá-lo e controlar os sintomas com medicamentos.

Angioedema

A urticária como angioedema causa inchaço sob a pele e não em sua superfície. Pode afetar rosto, lábios, garganta, língua e também vias respiratórias. Esse inchaço pode afetar a respiração, colocando a pessoa em risco.

Tipos de alergia a medicamentos

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, 12% dos brasileiros já apresentaram algum dos tipos de alergia a medicamentos, sendo que em 90% das manifestações, estão sintomas como coceira, erupções cutâneas, urticárias, angioedema e inchaço dos lábios.

É possível que a pessoa seja alérgica a um medicamento específico ou mesmo a toda sua classe, visto que a estrutura química dos remédios de um mesmo grupo é similar, e pode gerar a chamada reação cruzada. Os principais medicamentos desencadeadores das alergias medicamentosas, são:

  • analgésicos e anti-inflamatórios, como aspirina, dipirona, paracetamol, diclofenaco;
  • antibióticos, como a penicilina, sulfa, quinolona, eritromicina, azitromicina;
  • contrastes radiológicos, como o contraste iodado utilizado em tomografias;
  • quimioterápicos, ou seja, medicamentos utilizados no tratamento do câncer.

Para o tratamento das alergias causadas por medicamentos, o mais indicado é a suspensão da utilização daquele remédio, contudo, uma avaliação médica com um alergologista deve ser realizada.

Tipos de alergia a insetos

Existem vários tipos de alergia a insetos, visto que são muitas as pessoas sensíveis às picadas. Dessa forma, a alergia a insetos é dividida em duas classes: as de causa imunológica, ou seja, que realmente são reações alérgicas, e as reações não imunológicas.

Quando a alergia é apresentada por uma criança, é possível que ela desenvolva uma resposta à saliva do inseto, apresentando vermelhidão, bolhas de água e coceira. O principal problema é que essa reação pode causar escoriações na pele, devido à coceira.

Além disso, algumas crianças podem apresentar náuseas, vômito, diarreia, confusão mental e até mesmo perda de consciência. Os insetos mais envolvidos em casos de alergia são abelhas, vespas, formigas e pernilongos.

O tratamento das reações locais é baseado no alívio dos sintomas, com aplicação de medicamentos antialérgicos. No entanto, outra forma de evitar a alergia a insetos é por meio de infusões medicinais específicas altamente eficazes.

Alergias a pelos de animais

Visto que grande parte da população possui animais de estimação, a alergia a pelos de animais é um dos tipos de alergia que também se tornou comum no Brasil. Segundo especialistas, o pelo pode causar reações alérgicas, mas a alergia se dá por meio de uma proteína expelida do animal. 

A substância está presente na saliva, urina e em partículas que não podem ser vistas a olho nu. Os sintomas da alergia a pelos de animais incluem tosse, coceira, espirro, olhos vermelhos, e agravamento da asma, quando existe a doença.

O tratamento envolve corticoides, anti-histamínicos e outros medicamentos para diminuir o quadro alérgico. Além disso, outras condutas devem ser realizadas, como o distanciamento do pet.

Principais dúvidas sobre os tipos de alergia

Apesar de ser um assunto muito abordado, os tipos de alergia ainda causam diversas dúvidas. Por isso, separamos as questões mais comuns a seguir, respondendo cada uma delas. 

Que tipo de alergia incha a boca?

A principal causa de inchaço labial é a alergia alimentar. Ela pode surgir em até 2 horas após a ingestão dos alimentos causadores, sendo acompanhada de tosse, dificuldades para respirar e vermelhidão. No entanto, também podem causar inchaço na boca, alergia a comprimidos, maquiagem e plantas.

Que tipo de alergia causa tosse?

Alergias respiratórias são as principais causadoras da tosse, seguida por alergias alimentares e de pelos de animais.

Que tipo de alergia pode fechar a garganta?

O edema de glote é uma complicação conhecida pelo fechamento da garganta. Essa complicação pode surgir durante a reação alérgica grave a alimentos, medicamentos, e insetos.

Que tipo de alergia causa manchas vermelhas na pele?

As alergias de pele são as principais causadoras de manchas na pele, como a urticária, angioedema, dermatite atópica, dermatite de contato, além da alergia de pelos de animais e picadas de insetos.

Que tipo de alergia o ovo pode causar?

O ovo pode causar reações alérgicas que variam de pessoa para pessoa, e podem ocorrer alguns minutos após sua ingestão, apresentando congestão nasal, urticária, diarreia, náusea e vômito. 

Que tipo de alergia causa feridas na pele?

Assim como as manchas, as alergias de pele são as que mais causam feridas. Da mesma forma, a alergia a insetos. O fato desses tipos de alergia desencadearem coceira, podem contribuir para o surgimento de feridas.

Que tipo de chá é bom para alergia?

O chá-verde é conhecido como digestivo, e também contribui para melhorar e combater quadros alérgicos alimentares. Contudo, nunca deve ser usado no lugar de medicamentos.

Como identificar o tipo de alergia? 

Uma avaliação clínica cuidadosa auxiliará o alergista a definir se os sintomas estão ou não relacionados ao quadro clínico e definirá quais são os principais alimentos a serem testados.

Existem testes específicos para alguns alimentos, mas é importante saber que, às vezes, as suspeitas recaem sobre aditivos alimentares, principalmente corantes e conservantes e nestes casos testes alérgicos não estão disponíveis. 

Os resultados sempre deverão ser interpretados pelo médico adequadamente treinado, pois somente ele saberá a conduta correta a ser tomada. Para os tipos de alergia a alimentos e medicamentos o melhor teste é o de provocação, que só deve ser indicado e realizado pelo especialista em alergia, pois pode ter reações mais graves. Ambos exames podem ser realizados na Clínica Croce.

Por isso, caso você tenha algum dos sintomas que possam representar um quadro alérgico, agende sua consulta com a Clínica Croce. Por meio do atendimento via telemedicina é possível ser atendido de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de estar em São Paulo, cidade sede da clínica.