Já ouviu falar em osteoartrite? Conheça os sintomas

Já ouviu falar em osteoartrite? Conheça os sintomas

30 de setembro de 2021 Off Por Editor

Você sabe o que é osteoartrite? Essa doença reumática é também conhecida popularmente como artrose ou osteoartrose. Muitas pessoas acreditam que se trata de um processo natural do envelhecimento. No entanto, a osteoartrite é uma doença causada pela insuficiência de cartilagem no corpo, acarretando em alterações nos membros acometidos. 

O impacto causado pela doença na vida do indivíduo é significativo, considerando que a osteoartrite leva a incapacidade de exercer atividades do dia a dia, ausências no trabalho e perda da qualidade de vida. Por isso, reconhecer os sintomas da doença e buscar um tratamento adequado é fundamental. Confira!

O que é osteoartrite?

A osteoartrite também recebe nomes como osteoartrose, artrose ou doença articular degenerativa. Essa doença é a mais frequente entre as reumatológicas, representando cerca de 30 a 40% das consultas em consultórios de reumatologia. 

A osteoartrite é degenerativa, ou seja, que deteriora a saúde de forma progressiva. Costuma atingir mais mulheres, afetando comumente locais como mãos e joelhos. Já no sexo masculino, as áreas atingidas são da articulação coxofemoral (do fêmur com a bacia).

Com o passar dos anos, os índices de osteoartrite aumentam, sendo pouco comum antes dos 40, e mais frequente após os 60. Em pessoas com 75 anos, pelo menos 85% apresenta evidência radiológica ou clínica da doença. 

No entanto, somente 30 a 50% dessas pessoas queixam-se de dor crônica. A osteoartrite se caracteriza pelo desgaste da cartilagem e por alterações ósseas. Entre essas alterações, estão os osteófitos, conhecidos popularmente por bicos de papagaio.

A doença é dividida em primária (sem causa conhecida) ou secundária (com causa conhecida). As causas podem ser inúmeras, desde defeitos articulares, joelhos com desvio de direção e até mesmo alterações do metabolismo.

A idade também tem uma participação importante, principalmente em apresentações clínicas, como nódulos dos dedos das mãos, chamados por nódulos de Heberden (na junta da ponta dos dedos) ou Bouchard (na junta do meio dos dedos).

Tipos de osteoartrite

A osteoartrite apresenta dois tipos de classificação: secundária (localizada) ou generalizada. A forma secundária não possui um fator causal diretamente relacionado. A prevalência desse tipo de osteoartrite aumenta com a idade e pode ser dividida em nodal, nodal erosiva, generalizada e condromalácia de patela. 

Os locais mais afetados são mãos, joelhos, quadril, coluna cervical, lombar e pés. Já a forma generalizada acomete pessoas mais jovens, sendo decorrente de algum fator associado, tais como trauma, artrite reumatoide, doenças de depósito e hipermobilidade.

Sintomas da osteoartrite

Os sintomas da osteoartrite são desenvolvidos gradualmente e afetam uma ou algumas articulações a princípio. Articulações dos dedos, base dos polegares, pescoço, região inferior das costas, dedões dos pés, quadris e joelhos são as áreas comumente afetadas.

A dor dessa doença é descrita como profunda, sendo o primeiro sintoma apresentado. Quando acontece em articulações que suportam o peso do corpo, é geralmente agravada por atividades que envolvem a sustentação, como manter-se em pé. 

Em algumas pessoas, a articulação envolvida fica rígida após o sono ou inatividade. No entanto, a rigidez normalmente desaparece dentro de 30 minutos, especialmente quando a articulação é movida.

Conforme a doença provoca mais sintomas, as articulações podem ter a mobilidade diminuída, sem ter capacidade para se estender ou flexionar totalmente. As articulações podem sofrer aumento com o crescimento de novos ossos e outros tecidos. 

Além disso, irregularidades na superfície da cartilagem podem causar ruídos de raspagem, rangido e crepitação durante a movimentação. O crescimento ósseo comumente se desenvolve nas articulações mais próximas à ponta dos dedos, chamados nódulos.

O que causa a osteoartrite?

A osteoartrite é causada, na maioria das vezes, por lesões no tecido. Normalmente, a cartilagem diminui o nível de atrito nas articulações, protegendo-as de desgaste, mesmo após anos de uso — seja de forma normal, uso excessivo ou lesões. 

Como tentativa de reparar uma articulação danificada, alguns elementos químicos se acumulam na articulação, aumentando a produção dos componentes da cartilagem, como o colágeno e proteoglicanos, substâncias que fornecem elasticidade. 

Em seguida, a cartilagem pode sofrer inchaço devido à retenção de líquidos, tornando-se sensível e desenvolvendo fissuras na superfície. Com isso, cavidades minúsculas se formam no osso abaixo dessa cartilagem, enfraquecendo-o.

Na tentativa dos tecidos de reparar essa lesão, pode ocorrer o crescimento de um novo osso, assim como de outros tecidos. Ao crescer demais nas bordas da articulação, o osso pode causar colisões que podem ser vistas e sentidas. 

A superfície da cartilagem, antes lisa e deslizante, torna-se áspera e perfurada, impedindo que a articulação se mova suavemente e absorva os impactos. Assim, a função da articulação é alterada, visto que todos os seus componentes, ossos e tecidos que envolvem a maioria das articulações, tecido sinovial, tendões, ligamentos e cartilagem apresentam deficiências em várias formas.

Como é o diagnóstico da osteoartrite?

O médico realiza o diagnóstico da osteoartrite baseando-se nos sintomas característicos, exame físico e de sangue, bem como em achados por meio de radiografias das articulações. Contudo, as radiografias podem não ser muito úteis para a detecção precoce da doença, visto que não mostram alterações na cartilagem, local onde as primeiras anormalidades ocorrem. 

Ainda, as alterações na radiografia geralmente não correspondem aos sintomas apresentados pela pessoa. Ou seja, uma radiografia pode mostrar apenas uma pequena alteração em um indivíduo com sintomas graves, ou então pode apresentar inúmeras alterações em uma pessoa com poucos ou nenhum sintoma.

Já o exame de ressonância magnética pode revelar alterações precoces na cartilagem, ainda que seja raramente necessária para o diagnóstico. Não existem exames de sangue para diagnosticar a osteoartrite. Contudo, eles podem ajudar a descartar outras doenças com sintomas similares, como a artrite reumatoide, por exemplo.

Caso a articulação esteja inchada, o médico pode injetar um anestésico na área e inserir uma agulha, de modo a coletar uma amostra do líquido articular. Esse líquido também pode ser examinado para diferenciar a osteoartrite de outras doenças articulares comuns, como infecção e gota.

Como tratar a osteoartrite?

Visto que a osteoartrite é uma doença degenerativa, seu tratamento envolve o controle dos sintomas e alternativas que ajudem a recuperar a perda de mobilidade causada pela doença e manter a flexibilidade da articulação. Esses objetivos podem ser alcançados por meio de medicamentos, medidas físicas, como exercícios para força, flexibilidade, resistência e reabilitação e, em último caso, cirurgia.

Medicamentos

Os medicamentos usados para tratamento da osteoartrite servem para complementar os exercícios e fisioterapia. As drogas podem ser utilizadas combinadas ou isoladamente, sem alterar diretamente o curso da doença. Os medicamentos são usados como forma de reduzir os sintomas e, assim, permitir que a pessoa possa realizar atividades diárias normais.

Medidas físicas

osteoartrite

Com exercícios adequados para o tratamento da osteoartrite, como exercícios de alongamento, fortalecimento e postura, é possível manter a cartilagem saudável, aumentar a amplitude dos movimentos da articulação e, principalmente, fortalecer os músculos que a envolve, para que possam absorver melhor o esforço. 

O exercício pode também retardar o agravamento da doença no quadril e no joelho. Os médicos recomendam que pessoas que sofrem com a osteoartrite se exercitem na água, para poupar as articulações do esforço.

As atividades devem ser equilibradas com alguns minutos de descanso quando as articulações estão doloridas, mas a imobilização da articulação tende a agravar a doença, e não aliviá-la. O uso de cadeiras, poltronas, colchões e assentos excessivamente macios pode piorar os sintomas da osteoartrite. 

É importante evitar o uso de travesseiros sob os joelhos ao deitar, porque isto pode causar a rigidez dos músculos do quadril e joelhos. Em geral, se recomenda o uso de assentos erguidos, cadeiras de encosto reto, colchões firmes e placas na cama, assim como sapatos que ofereçam bom suporte ou calçados esportivos.

Para pessoas que sofrem com a osteoartrite da coluna, exercícios específicos podem ajudar, sendo necessário o uso de coletes ortopédicos para as costas quando a dor é grave. As atividades devem incluir exercícios para o fortalecimento muscular e exercícios aeróbicos de baixo impacto, como caminhadas, natação e bicicleta estacionária. Se possível, as pessoas são incentivadas a manter as atividades diárias normais, continuando a exercer suas obrigações normalmente, como divertir-se e trabalhar. 

Contudo, as atividades físicas precisam ser ajustadas para evitar flexão e agravamento da dor da osteoartrite. Outras formas adicionais que podem ajudar a aliviar a dor de quem convive com a osteoartrite, são:

  • Fisioterapia,
  • Terapia com calor, como compressas quentes;
  • Terapia ocupacional;
  • Exercícios para amplitude de movimento na água melhorando a função muscular, reduzindo a rigidez e o espasmo muscular;
  • Frio pode ser aplicado para reduzir a dor causada pela piora temporária em uma articulação;
  • Palmilhas (órteses), sapatos de apoio ou calçados esportivos;
  • Equipamentos especiais, como bengalas, muletas, andadores, colar cervical ou tensor elástico nos joelhos, protegendo as articulações do uso excessivo;
  • Perda de peso, ajudando a aliviar alguma pressão sobre as articulações;
  • Estimulação elétrica, como a estimulação elétrica transcutânea do nervo;
  • Acupuntura;
  • Massagem e tratamento térmico profundo com diatermia ou ultrassonografia.

Qual profissional procurar para tratar a osteoartrite?

O reumatologista é o médico com atuação voltada para tratamento e prevenção das doenças reumáticas, como a osteoartrite, que, assim como as ortopédicas, pode atingir ossos, articulações, músculos e outros componentes do aparelho locomotor. Motivo este que leva a maior parte das pessoas a confundir os profissionais e as doenças por eles tratadas. 

Ao decidir quando procurar um reumatologista, o profissional será responsável por determinar tratamentos adequados de acordo com cada diagnóstico individualizado. Isso porque são mais de 200 tipos diferentes de doenças na reumatologia que podem acometer o indivíduo.

Entre elas estão as enfermidades autoimunes, degenerativas e desgastes que exigem tratamentos diferenciados, podendo envolver terapias por infusão de medicamentos, fisioterapia, acupuntura, atividades físicas, controle da dor, e muito mais.

No entanto, na reumatologia, as lesões se formam sem a presença de traumas. Saber quando procurar um reumatologista é fundamental para garantir o tratamento adequado para essas doenças que podem acometer pessoas em todas as faixas etárias, não se tratando exclusivamente de condições na terceira idade.

Na maior parte dos casos, o reumatologista cuida de pessoas com doenças associadas a condições autoimunes, quando um componente genético aceita que o próprio sistema imunológico ataque o organismo. 

Portanto, ainda que boa parte das doenças reumatológicas provoque rigidez em áreas de articulações e dores, por acometer em grande parte dos casos o sistema musculoesquelético, também podem afetar órgãos vitais como coração, pulmão, rins e intestinos.

Como escolher uma Clínica reumatológica?

Como vimos, ao perceber os possíveis sintomas da osteoartrite, é preciso agir rapidamente. No entanto, isso não quer dizer buscar tratamento em qualquer local sem ter a certeza de tratar-se da melhor clínica de reumatologia para as suas necessidades.

Esse tipo de doença apresenta diversas nuances e possibilidades de tratamento que uma clínica moderna, atualizada e com equipamentos de última geração estará habilitada a prover. Ainda, a capacidade de realizar exames e procedimentos diagnósticos, exames laboratoriais e terapêuticos deve fazer parte do rol de serviços da clínica.

Outro ponto a ser considerado no momento de escolher sua clínica de reumatologia é que as doenças reumáticas costumam exigir tratamentos de duração prolongada. Por isso, é preciso escolher uma clínica com profissionais de confiança, que sejam capazes de desenvolver uma boa relação com o paciente e seus familiares, atuando eficientemente na educação dos enfermos, fornecendo valiosas informações sobre como conviver com uma doença reumática crônica e ter mais qualidade de vida. 

Ainda, buscar uma clínica que ofereça alternativas terapêuticas inovadoras e menos invasivas, como medicamentos imunobiológicos por meio de infusões, é uma boa escolha. Estes tratamentos que envolvem recursos modernos ajudam a desacelerar o ritmo de degradação óssea, característico dessas doenças, estimulando a regeneração dos ossos, além de oferecer um alívio significativo dos incômodos sintomas.

Por fim, também é crucial optar por uma clínica de reumatologia que tenha boa credibilidade junto ao mercado e à comunidade. Ela deve oferecer um atendimento integral e multidisciplinar ao paciente, de modo a prover uma solução mais completa e eficiente ao seu problema, melhorando a sua qualidade de vida.

Clínica Croce de Reumatologia

A Clínica Croce, localizada na zona oeste de São Paulo, é também uma clínica de reumatologia, com médicos reumatologias altamente capacitados, especialistas da USP e UNIFESP, e com expertise de mais de 40 anos de atuação.

Sabemos que a sua saúde não pode ser fragmentada. Por isso, na Croce você não terá à disposição apenas o especialista em reumatologia, mas uma equipe multidisciplinar para atender integralmente suas necessidades de tratamento.

Como vimos, o atendimento humanizado faz toda a diferença, sobretudo em tratamentos prolongados, como é o caso dos reumatológicos. E toda a equipa da Croce sabe disso: desde a recepção até o corpo clínico, nossos profissionais estão prontos para interagir empaticamente com os pacientes.

Ainda, na Clínica Croce você encontrará as opções mais modernas para tratamento, incluindo as infusões medicamentosas para todas as doenças reumáticas descritas aqui — como o lúpus eritematoso sistêmico, a artrite reumatoide e a artrite psoriásica.

Esse recurso consiste, basicamente, na aplicação de medicamentos por via intravenosa, subcutânea e intramuscular, oferecendo um atendimento mais prático ao paciente, que, logo após a aplicação, estará liberado para retomar seus afazeres de costume (salvo casos especiais). 

Cabe salientar que essa tem se mostrado a opção mais viável e eficiente, sobretudo em casos de doenças reumáticas moderadas ou graves e que não demonstram boa resposta ao tratamento mais convencional.

E outra boa notícia é que tudo isso está à sua disposição de forma facilitada, pois trabalhamos com diversos planos de saúde, incluindo Bradesco Saúde, Plano de Saúde Itaú, Mediservice, Porto Seguro Saúde, SulAmérica Saúde e Convênio ABMED.

Desse modo, se você está em busca das melhores soluções e do melhor atendimento para problemas reumáticos, em um ambiente seguro e moderno, não deixe de fazer uma visita à Clínica Croce.

Por meio do atendimento via telemedicina, é possível ser atendido de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de estar em São Paulo, cidade sede da clínica.

Agora que você já conhece os sintomas da osteoartrite, e sabe como escolher uma boa clínica reumatológica, agende sua consulta com a Clínica Croce.