O que é osteomalácia? Conheça tudo sobre a doença

O que é osteomalácia? Conheça tudo sobre a doença

21 de dezembro de 2020 0 Por Editor

Conhecida popularmente como raquitismo em crianças, a osteomalácia é uma condição reumática que causa o amolecimento dos ossos do corpo por uma deficiência no processo de sua construção.

De forma geral, a deficiência de vitamina D é a responsável pelo desenvolvimento da doença. Em seus estágios iniciais, a doença pode ser diagnosticada apenas pela detecção em raio-x, exames ósseos, exames de sangue ou biópsias ósseas, avaliando a condição dos ossos e o nível de vitamina D no organismo.

Para que você conheça melhor esta doença que pode atingir pessoas em idade infantil e adulta, desenvolvemos o artigo a seguir com as principais informações sobre a osteomalácia. Confira a leitura conosco!

O que é a osteomalácia?

A palavra osteomalácia é derivada do grego, osteo (osso) e malakia (suave). Essa suavidade dos ossos, ou amolecimento ósseo, acontece pelo enfraquecimento com a desmineralização, ou seja, perda de minerais, e depleção de cálcio do osso.

Causada geralmente pela ingestão alimentar insuficiente ou má absorção de cálcio no organismo, a osteomalácia resulta no amolecimento ósseo justamente pela falta de minerais necessários para o endurecimento dos ossos.

Em crianças, para que seu crescimento seja normal, com a presença de cálcio e fósforo de forma balanceada, uma alimentação equilibrada é exigida. Entretanto, em alguns casos, mesmo uma dieta rica em minerais pode não ser o suficiente para evitar o desenvolvimento da osteomalácia. 

Afinal, algumas pessoas podem apresentar no organismo a ineficiência da absorção desses minerais, tornando insuficiente a quantidade de vitamina D para o crescimento dos ossos. A vitamina D é a responsável por promover o aproveitamento do cálcio no organismo em sua ausência, o cálcio não consegue ser absorvido de forma adequada.

Qual é a diferença entre osteomalácia e raquitismo?

De forma geral, a diferença entre osteomalácia e raquitismo está na idade do público atingido. Às duas doenças estão associadas a distúrbios ósseos em que acontecem o amolecimento e enfraquecimento dos ossos por falta de vitamina D, necessária para a absorção de cálcio e fósforo, minerais responsáveis pelo fortalecimento dos ossos.

O raquitismo é o termo utilizado para descrever a doença quando ela ocorre no período da infância. Já a osteomalácia é a doença que atinge as pessoas com o mesmo distúrbio, contudo, na idade adulta. 

Além dos sintomas que incluem dores ósseas e fraqueza muscular, o raquitismo também pode ocasionar o crescimento retardado e deformidades ósseas em crianças. Para o tratamento, deve-se corrigir a falta de vitamina D na criança com suplementação, como a oferta de cálcio e fósforo. 

Quais são os principais sintomas?

Nos estágios iniciais do desenvolvimento da osteomalácia, a doença pode ser assintomática. Em situações como essas, a detecção da doença só pode ser realizada por meio de imagens diagnósticas.

Caracterizada pela falta de mineralização óssea, a osteomalácia provoca fortes dores, fraqueza muscular e fraturas que podem acontecer com certa frequência, aumentando à medida que a doença progride.

As regiões em que as dores são mais comuns na osteomalácia são especialmente quadris, parte inferior das costas, pernas e pés. Ocorrendo igualmente em ambos lados do corpo, as dores da osteomalácia acabam resultando na sensação de sofrimento constante para o portador da doença, aumentando sua intensidade durante as atividades.

Além da fraqueza muscular, a perda de tônus em braços e pernas estão presentes junto ao enfraquecimento dos ossos. Dessa maneira, atividades físicas e outras atividades diárias se tornam um desafio devido às dores.

Com o enfraquecimento, os ossos eventualmente acabam se deformando. Isso acontece devido à pressão e força que a gravidade exerce, causando a curvatura óssea e resultando na perda de sua forma original.

Ossos longos como os da perna acabam suportando o preso de todo o corpo, por isso, sua flexibilidade suavizada pela osteomalácia causa a curvatura. 

Na face, o amolecimento de ossos de crânio e maxilares pode também causar problemas dentais. Já nos ossos do tórax, também é possível que aconteça a perda de seu formato normal, projetando a caixa torácica para a frente.

A osteomalácia em crianças

Em crianças, o comprometimento do crescimento devido aos ossos amolecidos é comumente observado, sendo uma das formas de identificar o raquitismo, classificação da doença no público infantil. Os sintomas mais comuns em crianças é o arqueamento dos ossos da perna, devido a incapacidade dos ossos moles manterem a forma ideal quando sofrem a pressão do peso da criança. 

Geralmente causada pela falta de vitamina D em crianças, o raquitismo compromete o desenvolvimento de ossos pela falta de seu componente principal, o cálcio, da mesma forma que na osteomalácia.

Os ossos enfraquecidos são facilmente susceptíveis a fraturas nos últimos estágios da doença. Portanto, as contusões e fraturas que surgem devido à leve pressão são sintomas mais graves da osteomalácia, indicando o avanço da doença. Muitas vezes, as dores e rigidez sentidas pelos indivíduos são resultados de pequenas fraturas que podem ser detectadas por imagem. 

Por fim, outros sintomas não tão comuns, mas que podem estar associadas à incapacidade de absorção adequada de cálcio incluem o formigamento de mãos e pés, espasmos musculares e anormalidade no ritmo cardíaco.

Quais as causas do desenvolvimento da doença?

Como vimos, uma das principais causas do desenvolvimento da osteomalácia em adultos e raquitismo em crianças é a deficiência de vitamina D no organismo, seja por falta de oferta em uma dieta adequada ou por deficiência em sua absorção e metabolização. Além disso, outras possíveis causas são:

  • baixa exposição aos raios solares (auxilia na sintetização da vitamina);
  • cirurgias bariátricas ou outras cirurgias de estômago e intestino;
  • uso de medicamentos para convulsão (fenobarbital e fenitoína);
  • insuficiência renal;
  • doença no fígado;
  • má absorção intestinal;
  • fibrose cística;
  • alguns tipos de câncer.

Existe um grupo de risco para a osteomalácia?

A osteomalácia também pode provocar a perda de fósforo, de natureza congênita ou por lesões renais. Portanto, é comum que déficits de vitamina D aconteçam em pessoas que apresentam pouca exposição ao sol, que passam boa parte do tempo em ambientes fechados, pessoas com intolerância à glicose e aqueles com dieta pobre em vitamina D. Além disso, o raquitismo pode atingir crianças, com riscos que incluem:

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  • idade, com bebês de 3 a 36 meses costuma ocorrer o maior risco para a doença;
  • pigmentação da pele, crianças com a pele mais pigmentada não reagem fortemente à exposição solar, por isso, a produção de vitamina D pode ser menor;
  • geolocalização, crianças que vivem em áreas com pouca exposição à luz solar;
  • nascimento prematuro;
  • medicações anticonvulsivantes também na infância.

Como o médico diagnostica a osteomalácia?

Para que o diagnóstico da osteomalácia seja realizado da forma correta, o histórico clínico e sintomas são importantes maneiras de obter a confirmação. Da mesma forma, o diagnóstico necessita de exames como o de sangue, que possa analisar os índices de vitamina D, cálcio, fósforo e fosfatase alcalina, bem como radiografias das regiões ósseas afetadas que podem apresentar fraturas, perda de limite ósseo e outras complicações.

Ainda que seja incomum, a biópsia óssea pode ser exigida pelo profissional para avaliar a presença ou ausência da doença, visto que a osteomalácia pode ser facilmente confundida com outra doença reumática, a osteoporose. Por esse motivo, o diagnóstico diferencial deve ser minucioso.

Qual a diferença entre osteoporose e osteomalacia?

A osteoporose é uma doença em que está presente a normal mineralização óssea, contudo, a estrutura desses ossos é mais frágil devido a perda de cálcio, provocando diversos poros, ou buracos, na estrutura dos ossos. Como a osteomalácia é caracterizada pela ausência de vitamina D, ocorre o prejuízo da deposição de cálcio na matriz osteoide, responsável pela deposição do cálcio. 

Assim, o osso pode produzir a matriz, no entanto, não é possível realizar sua mineralização devido a carência de vitamina D. Na osteoporose os ossos são fracos por sua porosidade, já na osteomalácia, a parte óssea fica amolecida pela mineralização deficiente.

Quais as complicações do quadro?

Quando a osteomalácia não é diagnosticada e tratada como se deve, algumas complicações podem acontecer na vida do adulto, da mesma forma que o raquitismo pode acometer a criança. Entre os principais prejuízos que a doença pode causar, estão: 

  • incapacidade de crescimento natural;
  • curvatura anormal da coluna vertebral;
  • deformidade esquelética;
  • contusões, lesões e fraturas;
  • problemas de mobilidade;
  • convulsões.

Qual o tratamento adequado?

Entre os tratamentos adequados para o raquitismo e a osteomalácia, o primeiro passo é a reposição de vitamina D, cálcio e fósforo no organismo. Para isso, além de uma dieta repleta destes minerais, a suplementação pode ser indicada. Para crianças ou adultos que não podem ingerir a vitamina por via oral, ou que tenham alguma doença de intestino ou fígado, é indicada a aplicação de injeções anuais da substância. 

Além disso, a exposição segura ao sol é fundamental. Por isso, o médico pode indicar que a pessoa receba luz solar em seus horários benéficos, ou seja, até as 10 horas da manhã e após as 16 horas da tarde.

Tratamento de complicações

Quando a osteomalácia é causada como alguma complicação por outra condição médica, o seu tratamento subjacente muitas vezes pode ser vantajoso. Um exemplo, são pessoas com distúrbios renais que necessitam de diálise. 

Raquitismo genético

Para situações em que a doença em crianças seja resultado de um defeito genético que ocasiona a anormalidade em rins e ossos, uma combinação de suplementos especiais, incluindo a vitamina D, deve ser realizada. 

Principais dúvidas a respeito da osteomalácia

Visto que a osteomalácia é uma doença não tão comum, muitas dúvidas ainda estão presentes quando o assunto é esta condição. A seguir, separamos as principais questões levantadas a respeito da osteomalácia. 

Onde posso obter vitamina D para tratar a osteomalácia?

A vitamina D pode ser comumente encontrada em duas fontes: alimentação e exposição à luz solar. Devido a alta exposição solar em nosso país, a falta de vitamina D não é tão comum no Brasil. Contudo, a alimentação ainda é uma das maiores causas de deficiências, visto que nem todos os brasileiros podem dispor de uma alimentação digna de qualidade.

Entre os melhores alimentos que podem fornecer vitamina D para quem precisa realizar sua reposição são peixes gordos, como sardinha e salmão, leite, queijo, ovos e cogumelos. Além disso, caso seja diagnosticada, a insuficiência de vitamina D pode ser suplementada de acordo com a prescrição médica.

Quem pode ter deficiência de vitamina D?

Além de pessoas que não gozam de uma alimentação adequada, rica em vitamina D, pessoas que não recebem exposição à luz solar também estão na lista daqueles que podem apresentar a deficiência da substância. Ainda podemos incluir:

  • idosos que passam longos períodos acamados ou dentro de locais fechados;
  • pessoas reclusas;
  • habitantes de países nórdicos;
  • indivíduos com problemas intestinais em que a absorção é prejudica;
  • pessoas com doença celíaca ou doença de Crohn;
  • pessoas com doenças renais e hepáticas. 

Como é o tratamento da osteomalácia?

O tratamento da osteomalácia deverá depender da sua causa, de modo a envolver diversas formulações de vitamina D, cálcio e fósforo. A correção da deficiência nutricional para a quantidade adequada das substâncias, exposição solar e suplementação são geralmente os tratamentos mais indicados. Entretanto, em caso da osteomalácia oncogênica, quando a doença é induzida por um tumor, a retirada por meio de cirurgia pode resolver o problema.

Posso prevenir a doença?

Considerando que a principal causa do raquitismo e da osteomalácia é a deficiência de vitamina D no organismo, a prevenção pode ser feita por uma suplementação preventiva a partir dos 2 meses de vida, seguindo as orientações de um profissional. 

Além disso, a exposição ao sol também é uma forma de auxiliar na prevenção da doença. No entanto, é necessário estar sempre atento aos horários, de modo a evitar outros problemas de saúde que podem ser gerados. 

Uma dieta rica em alimentos com vitamina D, cálcio e fósforo também é uma forma de auxiliar na prevenção da osteomalácia. Por isso, é importante que o indivíduo tenha uma alimentação rica em substâncias como essas desde a primeira infância.

É possível ter osteoporose e osteomalácia ao mesmo tempo?

Sim. Para casos em que a pessoa não realiza o consumo de alimentos ricos em cálcio, e, além disso, não recebe luz solar adequada, a presença dessas suas patologias podem acontecer simultaneamente, prejudicando ainda mais a qualidade de vida do indivíduo.

Osteoporose e osteomalácia acontecem somente em pessoas idosas?

Não. Assim como a osteomalácia (raquitismo), a osteoporose pode estar presente na vida dos jovens. Alguns estudos mostram que essa doença pode estar presente em pessoas de 20 e 30 anos, principalmente em mulheres. 

O que posso fazer para prevenir a osteomalácia e a osteoporose?

Seja qual for a idade, as melhores formas de prevenir doenças como a osteomalácia e osteoporose é por meio de uma dieta rica em alimentos com vitamina D, como leites, queijos, ovos, peixes e cogumelos. Essa alimentação deve fazer parte do dia a dia do indivíduo. 

Para pessoas que apresentem deficiência de lactose, a suplementação dessa enzima, assim como o uso de probióticos que produzem a lactase no intestino, ajudam na prevenção.

Além disso, a prática de atividades físicas que auxiliem no fortalecimento dos ossos é uma das formas de prevenir a osteoporose. O ideal é que a atividade seja realizada em locais abertos, assim, a exposição ao sol pode contribuir para a prevenção da osteomalácia.

O artigo de hoje foi desenvolvido para que você pudesse conhecer melhor a osteomalácia, suas causas, consequências e formas de tratamento. A prevenção é a melhor maneira de evitar que doenças como essa possam prejudicar seu bem-estar e qualidade de vida.

Ao perceber algum dos sintomas acima, é essencial que você busque atendimento para o diagnóstico e tratamento correto. Por isso, caso algum deles seja identificado, agende sua consulta com a Clínica Croce. Por meio do atendimento via telemedicina é possível ser atendido de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de estar em São Paulo, cidade sede da clínica.

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