Saiba mais sobre o coronavírus, o que é e quais cuidados você deve tomar.

Saiba mais sobre o coronavírus, o que é e quais cuidados você deve tomar.

2 de abril de 2020 0 Por admin

O aparecimento de um vírus misterioso vem causando alarde mundial desde o início de janeiro. O novo tipo de coronavírus, denominado como SARS-CoV-2, ainda não havia se manifestado em humanos, por esse motivo, a preocupação pelo seu aparecimento foi grande. 

Com milhares de pessoas infectadas, o novo coronavírus teve início na China, se espalhando por países como Japão, Tailândia, Coréia do Sul, Estados Unidos, e também pelo Brasil.

As autoridades sanitárias trabalham para a elaboração de um Plano de Ação enquanto o vírus já fez diversas vítimas fatais, principalmente na China, Itália e Espanha. Por esse motivo, vamos apresentar no artigo de hoje tudo o que você precisa saber sobre o novo coronavírus, incluindo formas de evitar seu contágio. Continue a leitura conosco para conferir!

O que é coronavírus

Coronavírus (CoV) é o nome dado a uma grande família de vírus já conhecida desde meados da década de 1960. A origem de seu nome é devido às espinhos encontrados em sua superfície, lembrando uma coroa (em inglês, crown). 

Os vírus dessa família podem causar desde resfriados comuns até síndromes respiratórias graves, como a SARS (síndrome respiratória aguda grave), e MERS (síndrome respiratória do oriente médio).

Tipos de coronavírus

Ao todo, sete coronavírus humanos já são conhecidos, sendo alguns deles causadores de doenças graves, com grande impacto em termos de saúde pública, assim como o novo coronavírus recém-descoberto. Os tipos de coronavírus conhecidos até o momento são:

  • Alpha coronavírus 229E e NL63;
  • Beta coronavírus OC43 e HKU1;
  • SARS-CoV (causador da Síndrome Respiratória Aguda Grave ou SARS);
  • MERS-CoV (causador da Síndrome Respiratória do Oriente Médio ou MERS);
  • SARS-CoV-2 (novo coronavírus).

O novo coronavírus – SARS-CoV-2

No dia 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS), recebeu o alerta sobre vários casos de pessoas com pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na China. Após uma semana, as autoridades confirmaram a identificação de um novo tipo do já conhecido coronavírus, no entanto, que ainda não havia sido identificado em seres humanos. 

Atualmente, o vírus é responsável por causar a doença COVID-19. Trabalhando com autoridades chinesas e especialistas globais desde a descoberta do novo coronavírus, a OMS busca entender como as pessoas que estão doentes são afetadas e como devem ser tratadas. 

Fonte de infecção

A maior parte dos tipos de coronavírus infectam apenas uma espécie animal, ou até um pequeno número de espécies relacionadas. Contudo, alguns dos coronavírus, como SARS-Cov, podem infectar animais e pessoas. Em relação ao novo coronavírus, a fonte de infecção ainda não foi confirmada.

Transmissão

As formas de transmissão do novo coronavírus ainda estão sendo investigadas, no entanto, sabe-se que a contaminação de pessoa para pessoa acontece. Ou seja, qualquer indivíduo que tenha contato com secreções e gotículas respiratórias a cerca de 1m de alguém com sintomas respiratórios, está em risco de se tornar exposto à infecção.

Enquanto alguns vírus são altamente contagiosos, como por exemplo o vírus do sarampo, outros são menos. Ainda não foi esclarecido a facilidade com a qual o novo coronavírus se espalha de pessoa para pessoa, sabendo somente que sua disseminação pode ocorrer de forma continuada. Confira as formas que o novo coronavírus pode ser transmitido:

  • gotículas de saliva;
  • espirro;
  • tosse;
  • catarro;
  • contato próximo como toque ou aperto de mão, entrando em contato com secreções;
  • contato com objetos e superfícies contaminadas, seguindo contato com mucosas (boca, nariz e olhos).

Período de incubação

O período médio de incubação do novo coronavírus é de 5 dias, com intervalos que podem chegar a 12 dias, período em que os primeiros sintomas surgem desde o momento da infecção. A transmissão acontece em média com 7 dias após o início dos sintomas. Contudo, dados preliminares sugerem que sua transmissão pode acontecer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. 

Na maior parte dos casos, a transmissão foi limitada, acontecendo por contato próximo, incluindo pessoas que cuidaram de um paciente contaminado ou entraram em contato com ele, como membros da família e profissionais de saúde. 

É possível pegar a COVID-19 por alguém que não apresenta sintomas?

A principal forma de transmissão do vírus responsável pela COVID-19 é por meio de gotículas de saliva, expelidas por alguém que está tossindo. Mas o risco de contrair o novo coronavírus por alguém que não apresenta sintomas, é extremamente alto – estima-se que 80% dos casos são transmitidos por pessoas assintomáticas. Muitas pessoas infectadas apresentaram sintomas leves, principalmente no início da doença. Portanto, é possível ser infectado por alguém que tenha o novo coronavírus, sentindo-se levemente normal, sem queixas.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas do novo coronavírus são principalmente respiratórios, semelhantes a um resfriado. Entretanto, podem ocasionar a infecção de trato respiratório inferior, como nos casos de pneumonias. Mesmo com alguns sintomas conhecidos, o novo coronavírus ainda precisa de novas investigações para caracterizá-los melhor. Confira os sinais e sintomas mais apresentados até o momento:

  • febre alta;
  • tosse;
  • coriza;
  • dificuldades para respirar.

Os sintomas ainda podem se agravar e resultar no comprometimento pulmonar grave, causando insuficiência respiratória, e até a morte do paciente. Em estudos atuais, a taxa de mortalidade do novo coronavírus está em torno de 2%.

Diagnóstico

O diagnóstico do novo coronavírus é feito, após observação dos sinais e sintomas, por meio de coleta de material respiratório, como escarro ou aspiração de vias aéreas. É necessária a coleta de duas amostras, que serão encaminhadas com urgência para o Laboratória Central de Saúde Pública (LACEN). 

Uma delas, será enviada ao Centro Nacional de Influenza (NIC), enquanto a outra amostra será enviada para análise metagenômica. Ao confirmar-se a doença, é preciso realizar exames de biologia molecular, detectando o RNA viral. 

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Para todos os casos suspeitos, a indicação é a identificação do caso com a coleta de amostras para os exames. Orienta-se ainda, a coleta de aspirado de nasofaringe ou swabs combinados (nasal e oral).

Definição de casos suspeitos

Com a amplitude da região de risco do novo coronavírus, pessoas vindas da China, de países que já apresentaram casos confirmados, como Itália, Tailândia, Japão, Estados Unidos e França, ou que estiveram em contato com pessoas contaminadas pelo vírus e apresentam febre e sintomas respiratórios, podem ser considerados suspeitos de contaminação. 

Estes pacientes devem ser mantidos em isolamento enquanto houver sinais e também sintomas clínicos do novo coronavírus. Casos que foram descartados laboratorialmente, independente de sintomas, podem ser retirados da zona de isolamento.

O Ministério da Saúde instalou o COE (Centro de Operações de Emergência) para preparar a rede pública de saúde para atender os casos confirmados no Brasil. Sua estrutura permite analisar dados e informações para subsidiar tomadas de decisões de gestores e técnicos, definindo estratégias e ações que sejam adequadas e oportunas para enfrentar as emergências da doença.

Tratamento

Ainda não existe tratamento específico para as infecções causadas pelo novo coronavírus humano. Atualmente, além das medidas de isolamento, é indicado repouso e consumo de água, associado à medidas adotadas para aliviar os sintomas conforme cada caso. Pacientes confirmados recebem imediatamente máscaras para evitar a disseminação do vírus. 

Em casos graves, em que o paciente apresenta dificuldades para respirar, é indicado suporte respiratório em Unidade de Terapia Intensiva. As equipes de saúde também devem se precaver utilizando máscaras respiratórias, aventais, luvas e óculos de proteção ao manipular estes pacientes, evitando a infecção.

Prevenção

De acordo com orientações do Ministério da Saúde, os cuidados básicos para reduzir os riscos de contrair o novo coronavírus, assim como transmitir outras infecções respiratórias agudas, incluem medidas como:

  • lavagem frequente das mãos com água e sabonete, por pelo menos 20 segundos, especialmente após utilizar transportes públicos, visitar locais com grande fluxo; 
  • uso de desinfetante para mãos à base de álcool gel 70%;
  • evitar tocar em olhos, nariz e boca quando as mãos não estiverem higienizadas;
  • evitar contatos próximos com pessoas que estiverem doentes;
  • quando doente, com a imunidade baixa, evitar sair de casa;
  • cobrir com lenço de papel boca e nariz sempre que tossir ou espirrar, descartando-o direto no lixo;
  • limpar ou desinfetar objetos e superfícies que são tocados com frequência, como maçanetas, mouses, e celular;
  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, garrafas e copos;
  • manter os ambientes ventilados;
  • evitar ambientes fechados e multidões, como aeroportos, ônibus, rodoviárias, e outros.

Diferença entre gripe e o novo coronavírus

A diferença entre a gripe e a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, não é percebida no início da doença, apresentando sinais e sintomas semelhantes. Por esse motivo, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Pessoas que tenham viajado para países em que tenham casos confirmados, e também cidades brasileiras.

Recomendações para pessoas no exterior

Para viajantes que, atualmente encontram-se no exterior, a orientação é seguir recomendações de autoridades da saúde local, além das medidas de prevenção e controle para a infecção do novo coronavírus. Entre elas:

  • evitar contato com pessoas que apresentem qualquer um dos sintomas respiratórios;
  • evitar contato com animais;
  • Não consumir produtos de origem animal crus ou mal cozidos;
  • não visitar locais com registros de transmissões de caso suspeito ou confirmado para infecções pelo novo coronavírus;
  • em casos de necessidade de atendimento no serviço de saúde, informe as autoridades médicas detalhadamente seu histórico de viagem, e sintomas.

Dúvidas e fake news

Junto com a preocupação em relação ao desconhecido apresentado pelo novo coronavírus, a população também experimentou momentos de pânico devido à dúvidas e grande quantidade de fake news inventada ao redor do novo vírus. Confira algumas das dúvidas mais frequentes, assim como as notícias falsas.

O novo coronavírus pode ser transmitido por fezes?

Aparentemente, o risco de ser infectado pelo novo coronavírus por meio de fezes é relativamente baixo. Mesmo que o início das investigações apontem para que o vírus possa estar presente nas fezes dos contaminados, sua disseminação por essa via não é uma das principais características. 

Existe vacina para o novo coronavírus?

A vacina para o novo coronavírus ou remédios que possam combater a COVID-19 ainda não existem. Possíveis vacinas e tratamentos medicamentos estão sendo investigados, com testes por meio de ensaios clínicos. 

Posso pegar o novo coronavírus do meu animal de estimação?

Ainda não há evidências concretas que animais de estimação, como gatos e cachorros, possam ser infectados ou espalhem o vírus. No entanto, casos estão sendo investigados para confirmar a possível transmissão.

É seguro receber um pacote de áreas com casos confirmados?

Sim. O risco de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixo, assim como a chance de adquirir a COVID-19 por meio de um pacote que foi movido, transportado e exposto a diferentes temperaturas e condições, é ainda menor.

Notas de dinheiro contém o novo vírus?

A Organização Mundial de Saúde não emitiu nenhum aviso ou declaração que confirme a possível transmissão da COVID-19 por meio de cédulas de dinheiro. A organização ainda recomenda que as pessoas lavem suas mãos regularmente com água e sabão, sempre que for preciso manusear o dinheiro.

No post de hoje, você pôde aprender um pouco mais sobre o novo coronavírus, e formas de evitar o contágio. 

Lembre-se sempre de realizar os métodos de prevenção, manter a calma, e sempre conferir notícias que pareçam ser tendenciosas com um profissional, como seu próprio médico.

Gostou deste conteúdo? Então, conheça também as principais doenças do sistema imunológico!

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