O que é osteoporose? Entenda mais sobre ela

O que é osteoporose? Entenda mais sobre ela

26 de janeiro de 2021 Off Por Editor

Os ossos promovem sustentação ao nosso organismo, sendo a fonte de cálcio necessária para a execução de funções como batimentos cardíacos e força muscular. Caracterizada pela diminuição da massa óssea, a osteoporose é uma doença que compromete os ossos e sujeita o indivíduo a fraturas devido à sua sensibilidade.

Com o aumento da expectativa de vida, a osteoporose se tornou muito comum entre os brasileiros, afinal, essa doença atinge em maior parte a população idosa, e está presente principalmente entre as mulheres. 

Para conhecer mais sobre essa enfermeira da reumatologia que pode diminuir a qualidade de vida e prejudicar a autonomia do indivíduo, continue conosco na leitura a seguir!

O que é osteoporose?

Nos primeiros 20 anos de vida existe em nosso corpo a fase de ganho de massa óssea, da mesma forma que, a partir dos 40 anos, temos o início da fase de perda. Contudo, independente de qualquer um desses períodos, nosso organismo conta com processos de renovação. 

Os ossos do corpo são compostos por uma matriz mineral de cálcio e células envolvidas nessa renovação, chamadas osteoclastos e osteoblastos. Os osteoclastos participam da absorção de minerais, eliminam áreas de tecido ósseo e criando cavidades.

Já os osteoblastos são responsáveis por preencher essas cavidades, produzindo assim novos ossos utilizando cálcio absorvido com a ajuda de vitamina D. Essa renovação permite que, a cada 3 meses, em média 10% do nosso esqueleto seja renovado pelo processo orgânico.

O problema se inicia quando ocorre o desequilíbrio das células que fazem a absorção e regeneração. Assim, os osteoclastos acabam agindo mais rápido que os osteoblastos, ou seja, a degradação óssea acontece em uma velocidade maior que a fase de reposição. 

Esse processo, conhecido como osteopenia, é o começo da osteoporose, que muitas vezes passa despercebida e é identificada somente em fases já avançadas.

Tipos de osteoporose

A osteoporose é dividida em 2 tipos: primária, quando ocorre de forma espontânea, e secundária, quando acontece devido a outro distúrbio, ou mesmo por um medicamento. Entenda melhor cada uma delas.

Osteoporose primária

A osteoporose primária atinge cerca de 95% das mulheres com a doença, e em média 80% dos homens. Grande parte dos casos acontece em mulheres no período pós-menopausa e em homens idosos.

Entre suas principais causas estão a falta de estrogênio, hormônio reduzido rapidamente na menopausa. Em homens com mais de 50 anos, os níveis de estrogênio são mais altos, no entanto, também diminuem durante o envelhecimento, resultando em uma das causas da osteoporose. 

A deficiência desse hormônio pode aumentar a degradação óssea, causando rápida perda óssea que pode ser ainda maior caso os níveis de ingestão de cálcio ou vitamina D sejam baixos.

Além disso, o aumento da atividade de glândulas paratireoides aumenta a secreção de hormônio, estimulando também a decomposição dos ossos. Outros fatores também podem estar relacionados com a osteoporose primária, como o uso de certos medicamentos, tabagismo, consumo excessivo de álcool, estrutura corporal pequena, histórico familiar da doença, e mais.

Osteoporose secundária

A osteoporose secundária corresponde a menos de 5% dos casos de osteoporose em mulheres e 20% em homens. A doença no tipo secundário é causada por alguma outra enfermidade ou medicamento, como, por exemplo:

  • doença renal crônica;
  • doença de Cushing;
  • hiperparatireoidismo;
  • hipertireoidismo;
  • hipogonadismo;
  • diabetes;
  • câncer;
  • artrite reumatoide;
  • progesterona;
  • corticosteroides;
  • quimioterápicos;
  • anticonvulsivantes.

Quais as causas da osteoporose?

Quais as causas da osteoporose?

A osteoporose apresenta grande influência genética, afetando mais mulheres que homens. Como vimos, medicamentos podem também ser causadores da doença, assim como outras doenças que podem estar associadas. No entanto, é necessário que uma investigação seja realizada para a indicação do tratamento adequado. Entre os fatores de risco para a osteoporose, estão:

  • deficiência de cálcio no organismo;
  • sedentarismo;
  • envelhecimento;
  • tabagismo;
  • abuso de álcool;
  • menopausa;
  • diabetes;
  • alterações na tireoide;
  • fatores genéticos;
  • uso contínuo de medicamentos que contribuem para a doença.

Quais os sintomas da osteoporose?

A osteoporose tem como característica não apresentar sintomas no início de seu desenvolvimento. Isso acontece, pois, a perda de densidade óssea ocorre de forma gradual. Muitos pacientes nunca sequer apresentaram sintomas da doença. 

Entretanto, quando a osteoporose começa a causar fraturas ósseas, dores podem aparecer, de acordo com o tipo de fragmentação. Tais rupturas acabam se consolidando lentamente em pessoas com a doença, resultando em deformidades, como o encurvamento da coluna vertebral.

Em ossos longos, como em braços e pernas, as fraturas acontecem em extremidades. Os ossos da coluna, ou vértebras, estão particularmente em risco de fraturas pela osteoporose. Em partes como essas, as fragmentações acontecem no meio ou parte inferior das costas.

Fratura por compressão vertebral

As fraturas de vértebras da coluna podem acontecer em qualquer pessoa que tenha desenvolvido osteoporose. Tais fragmentos são os mais comuns relacionados a doença, visto que as vértebras enfraquecidas podem sofrer lesões ou quebrar espontaneamente. 

Em sua maioria, a fratura por compressão vertebral não causa dor. Contudo, caso apresente, as dores podem ter início repentino, permanecendo em uma determinada região das costas e apresentando piora ao levantar ou andar, manifestando sensibilidade.

A dor costuma desaparecer de forma gradual após uma semana, contudo, ainda pode persistir por meses ou ser constante, de acordo com a curvatura da coluna número de vértebras fraturadas.

Fratura por fragilidade

As fraturas por fragilidade acontecem após uma queda ou esforço relativamente pequeno, como queda da própria altura ou menos, incluindo queda da cama ou cadeira. São fraturas que normalmente não causariam danos a um osso saudável. 

Geralmente a fratura por fragilidade acontece na parte superior do osso do antebraço, chamado rádio, parte superior do osso da coxa, o fêmur, coluna vertebral, como citado acima, pelve, e proeminência óssea na extremidade superior do osso da coxa, conhecido como trocânter. 

Entre as fraturas por fragilidade, a mais séria é a do quadril, uma das principais causas de incapacidade e perda da autonomia entre os idosos portadores de osteoporose. Outras fraturas também acontecem com certa frequência, contudo, apresentando menor gravidade, como a fratura de pulso.

Como é possível prevenir a osteoporose?

Quando falamos sobre a osteoporose, a prevenção costuma apresentar mais êxito do que o próprio tratamento. Afinal, prevenir a perda da densidade óssea é mais fácil que restaurá-la uma vez que ela já tiver sido perdida.

Algumas medidas são recomendadas como forma de prevenção para qualquer pessoa com perda óssea ou que apresente fatores de risco para a perda óssea. Tenham elas apresentado uma fratura por osteoporose ou não. A prevenção envolve fatores como:

  • abandonar hábitos nocivos, como o tabagismo;
  • evitar abuso de bebidas alcoólicas;
  • evitar excesso de cafeína;
  • ter uma dieta rica em cálcio e vitamina D;
  • praticar exercícios físicos;
  • realizar exames preventivos anualmente.

Além das medidas acima, outras iniciativas podem ajudar a prevenir fraturas, evitando que idosos tenham risco aumentado para o desenvolvimento das mesmas. Devido à diminuição da coordenação, visão, fraqueza muscular, confusão e uso de medicamentos que podem causar variações cognitivas, esse risco pode estar aumentado.

Por isso, modificar o ambiente proporcionando um espaço mais seguro é a melhor forma de evitar complicações. Pequenas alterações como retirar tapetes, afastar sofás, aumentar a iluminação e instalar barras de suporte, podem garantir a segurança do idoso em casa.

Como a osteoporose é tratada?

O tratamento da osteoporose envolve a ingestão de dosagens adequadas de cálcio e vitamina D, além da realização de exercícios com suporte de peso, como treinamento com cargas e caminhadas. Em geral, a terapia medicamentosa é recomendada, assim como o gerenciamento de outros quadros clínicos e fatores de risco que podem ser capazes de piorar a osteoporose.

Cálcio e vitamina D

Ingerir as quantidades adequadas de nutrientes em uma dieta equilibrada e rica especialmente em cálcio e vitamina D, é fundamental não só no início da vida, antes que a densidade óssea máxima seja atingida, por volta dos 30 anos, mas também após essa idade. A vitamina D é essencial para que o corpo absorva o cálcio. 

Por isso, homens e mulheres devem consumir ao menos 1 mg de cálcio por dia. Já mulheres na pós-menopausa, homens idosos, crianças na puberdade e mulheres gestantes ou lactantes precisam de maiores quantidades, entre 1,2 a 1,5 mg por dia. Entre os alimentos ricos em cálcio que devem ser ingeridos estão laticínios, como leites, queijos e iogurtes, nozes e verduras, como o brócolis.

A ingestão de forma natural, ou seja, por fontes alimentares, é sempre preferível, evitando o consumo de suplementos. No entanto, para aqueles que não conseguem realizar o consumo recomendado da quantidade diária apenas com a dieta, o médico poderá indicar a suplementação dos nutrientes. Existem diversas fórmulas de preparados de cálcio disponíveis, algumas que incluem também vitamina D. 

Para aqueles com deficiência de vitamina D, as doses da vitamina podem ser ainda mais elevadas. Os alimentos mais comuns que podem oferecer esse nutriente são cereais e produtos lácteos, além de óleo de fígado e gordura de peixe.

Exercícios físicos

A prática de exercícios como forma de tratamento para osteoporose envolve o suporte de peso, como caminhar, e subir escadas, aumentando a densidade óssea. As atividades que não envolvem o suporte de peso, como a natação, por exemplo, não auxiliam no aumento da densitometria óssea. Contudo, ainda assim são indicadas, visto que elevam a força do tronco e equilíbrio, reduzindo os riscos de queda.

Especialistas recomendam a prática diária de 30 minutos de exercícios de sustentação de peso. Um programa de exercícios que seja seguro pode ser desenvolvido de modo a incentivar que os portadores da osteoporose possam realizar as atividades diárias de forma segura, com risco para quedas e fraturas minimizado. 

Terapia medicamentosa

Os medicamentos utilizados na osteoporose são indicados para prevenção e tratamento. Os bifosfonatos (alendronato, risedronato, ibandronato e ácido zoledrônico) são substâncias utilizadas para prevenir e tratar todos os tipos da doença e, em geral, são as primeiras alternativas indicadas pelos profissionais.

Já foi constatado que tais medicamentos podem reduzir o turnover ósseo, diminuindo a perda e, consequentemente, os riscos de fraturas. Entre as opções de medicações apresentadas, o risedronato e o alendronato podem ser administrados por via oral, enquanto o ácido zoledrônico é feito por via endovenosa.

Outro medicamento que pode ser utilizado no tratamento da osteoporose é a calcitonina, substância que inibe a decomposição óssea. Contudo, essa medicação não é prescrita com tanta frequência, visto que não foi comprovado que ela diminua o risco de fraturas. 

Geralmente administrada por meio de spray nasal, a calcitonina pode aliviar a dor causada pelas fraturas vertebrais. Seu uso deve ser moderado, pois, pode diminuir os níveis de cálcio no sangue, piorando ainda mais o quadro.

A terapia hormonal, como a realizada com estrogênio, auxilia a manter a densidade óssea em mulheres, sendo usada como uma forma não só de tratamento, mas também prevenção. A terapia é eficaz se iniciada de 4 a 6 anos após o início da menopausa, ajudando a desacelerar a perda óssea e reduzir os riscos de fraturas. 

Entretanto, os riscos de uma terapia hormonal muitas vezes podem ser maiores que seus benefícios. Por esse motivo, muitas mulheres não realizam essa opção de tratamento. As decisões de uso de terapia de reposição estrogênio pós menopausa devem ser avaliadas pelo médico junto da paciente.

Semelhante ao estrogênio, o raloxifeno é uma medicação que pode ser útil na prevenção do tratamento da perda óssea, no entanto, sem apresentar tantos efeitos colaterais negativos quanto o estrogênio. Utilizado em pessoas que não podem ou não preferem tomar bifosfonatos, o raloxifeno pode auxiliar na redução de risco de fraturas vertebrais e reduzir o risco de câncer de mama.

A infusão medicinal no tratamento da osteoporose

Semelhante aos bifosfonatos, o denosumabe é um medicamento que previne a perda óssea. Administrado sob a pele, essa infusão medicinal é realizada em consultório pelo profissional, e mostra-se mais segura que os bisfosfonatos para pessoas com doença renal crônica. 

Para os que fazem uso dessa medicação, o tratamento não deve ser interrompido repentinamente, visto que a falta do medicamento pode causar a perda da densidade óssea e aumentar o risco de fraturas vertebrais.

Os agentes anabólicos são responsáveis por aumentar a formação de ossos novos, elevando a densidade óssea e diminuindo as chances de fraturas. A teriparatida, uma forma sintética do hormônio da paratireoide, e o abaloparatida, um medicamento semelhante ao hormônio da paratireoide, podem ser aplicados diariamente em pequenas dosagens. Tal terapia é usada para pessoas com os seguintes quadros:

  • desenvolvimento da perda óssea significativa ou novas fraturas durante o tratamento com um bifosfonato;
  • não podem realizar tratamento com bifosfonatos;
  • apresentam osteoporose excepcionalmente grave ou muitas fraturas, principalmente em vértebras;
  • apresentam osteoporose causada por uso de corticoides.

Tratamento de dor e fraturas

As dores nas costas que resultam da fratura por compressão vertebral devem ser tratadas com analgésicos e, em alguns episódios, com massagens, calor úmido, ou dispositivos de apoio, como coletes ortopédicos. 

As pessoas portadoras de osteoporose que apresentam essas dores podem também tomar calcitonina como forma de diminuir aquelas causadas por fraturas vertebrais. Os exercícios são formas de fortalecer os músculos das costas e, assim, poder ajudar no alívio das dores crônicas localizadas. 

Após a ocorrência das fraturas, o portador de osteoporose deve evitar o repouso no leito, assim como o levantamento de objetos pesados. Assim que estiverem dispostos e forem capazes, é indicado o início dos exercícios de sustentação de peso.

As fraturas presentes na osteoporose também devem ser tratadas. Para as fragmentações em quadril, exemplo de fratura mais grave na osteoporose, é feita a estabilização da articulação e, frequentemente, pode ocorrer a substituição de parte ou todo quadril de forma cirúrgica (artroplastia de quadril).

Para fraturas como de pulso, a imobilização ou cirurgia pode ser necessário. Além disso, caso pessoas que ainda não tenham conhecimento da doença tenham fraturas relacionadas à osteoporose, devem ser tratadas com medicamentos para a doença e assegurar-se de consumirem as quantidades indicadas de cálcio e vitamina D. 

Tratamento de dor e fraturas na osteoporose

Agora que você já sabe tudo o que precisa sobre a osteoporose, não deixe de buscar atendimento médico em uma clínica reumatológica para realizar um exame de rotina. Afinal, essa é uma das diversas doenças silenciosas, que não apresentam sintomas e podem se manifestar somente quando já está avançada.

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