Quais são as pessoas consideradas do grupo de risco ao enfrentar o Novo CoronaVírus

Quais são as pessoas consideradas do grupo de risco ao enfrentar o Novo CoronaVírus

14 de maio de 2020 0 Por Editor

Em 31 de dezembro de 2019, o Novo Coronavírus (SARS-CoV-2) se tornou o causador de uma pandemia com as maiores proporções já vistas no mundo. O vírus que surgiu em Wuhan, na China, é responsável pela doença classificada como Covid-19, apresentando alta transmissibilidade e fazendo vítimas em toda população, apresentando a forma mais grave em pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Provocando de síndromes respiratórias graves à sintomas leves, a doença apresenta letalidade que varia de acordo com a faixa etária e condições clínicas associadas, apresentando danos maiores à população maior de 60 anos, com comorbidades e imunodeprimidas. No artigo de hoje, você vai conhecer um pouco mais sobre a Covid-19 e quais são as pessoas consideradas grupo de risco. Fique atento e descubra se você faz parte da população que deve tomar cuidado redobrado, a seguir.

Quais os sinais e sintomas da Covid-19

A Covid-19 apresenta sinais típicos de uma síndrome gripal em que seus sintomas variam desde brandos (com indivíduos até mesmo assintomáticos), até sintomas graves que podem incluir a falência respiratória do paciente. O portador da doença, seja ele do grupo de risco ou não, pode apresentar de forma geral:

  • febre alta;
  • tosse seca;
  • falta de ar, com grande dificuldade para respirar;
  • dores no corpo e fadiga;
  • diarreia em alguns casos;
  • perda do olfato, também em alguns casos.

Até o momento, a maior parte das mortes foram observadas em pacientes com algumas comorbidades pré-existentes, doenças crônicas como diabetes e hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer e idosos.

Novo Coronavírus e as comorbidades

Segundo levantamento da Agência Pública, a média de internações diárias no SUS (Sistema Único de Saúde) de pessoas com doenças como diabetes, hipertensão e pneumonia é de cerca de 3 mil. Em 2019, essas enfermidades levaram mais de 1 milhão de pessoas a serem internadas na rede pública de saúde, número que coloca milhares de brasileiros como grupo de risco para infecção pelo Novo Coronavírus, sendo que, quase 60% dessas internações são de pessoas com menos de 60 anos. 

Além das internações, contabilizou-se 83 mil mortes devido tais condições no mesmo ano, cerca de 230 pessoas por dia, sendo as causas principais tuberculose, pneumonia, asma, diabetes, hipertensão e obesidade. 

O número da população total em grupo de risco é ainda maior, visto que, muitas pessoas foram atendidas por serviços particulares, e outros milhares de brasileiros que apresentam doenças crônicas não passaram pelo serviço de saúde.

Infecções respiratórias 

Por se tratar de uma doença agressiva para os pulmões, diminuindo a capacidade respiratória, a Covid-19 agrava o quadro em pessoas com as vias aéreas já prejudicadas, causando a sobreposição de problemas em pacientes com pneumonias, bronquite, e enfisema, asma e tuberculose.

Doenças crônicas

Após pneumonias e outras complicações respiratórias, o diabetes foi a segunda maior causa de internações no SUS em 2019 entre as doenças que aumentam o risco para a Covid-19. O DataSUS apontou mais de 135 mil internações relacionadas à doença, levando 5,7 mil pessoas a morte.

A Sociedade Brasileira de Diabetes informou que pessoas com maiores chances de apresentar quadros graves associados à Covid-19 são aquelas que apresentam longo histórico de diabetes, com mau controle metabólico, complicações e doenças concomitantes, em especial idosos.

Outras doenças crônicas relacionadas, hipertensão e obesidade causaram juntas mais de 88 mil internações em 2019, representando mais de 243 hospitalizações por dia. De acordo com relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, entre as mortes confirmadas no Brasil por Covid-19, quase metade apresentava doença cardiovascular como a hipertensão, diabetes, doenças respiratórias, câncer e pessoas com imunidade baixa. Apesar de se concentrarem na população idosa, essas doenças colocam no grupo de risco para infecção por Covid-19 adultos, jovens e até mesmo crianças. 

Fatores sociais

Entre fatores sociais, a falta de saneamento e condições precárias de moradia, assim como a desigualdade de renda são agravantes indiretos nos casos de infecção pelo Novo Coronavírus. Isso porque uma pessoa fora do grupo de risco com a infecção assintomática que mora com outros indivíduos que fazem parte do grupo, apresenta grandes chances de contaminação, levando os integrantes do grupo de risco para a evolução de um quadro grave. 

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Além disso, populações mais vulneráveis vivem em condições de desnutrição e falta de saneamento, questões que contribuem para a saúde debilitada e, consequentemente, maior chance de complicações em caso de infecção por Covid-19.

Quais são os grupos de risco

Sendo os principais integrantes do grupo de risco os portadores de doenças crônicas, respiratórias, imunodeprimidos e indivíduos acima dos 60 anos, estes tornam-se propensos a ter maiores complicações para a Covid-19. 

Idosos

O processo e envelhecimento é responsável por causar mudanças em todo o organismo, sendo uma delas o enfraquecimento do sistema imunológico do corpo. Dessa forma, a população idosa torna-se mais vulnerável a infecções, como a causada pelo Novo Coronavírus. Pelo mesmo motivo, pessoas de idade avançada encontram maiores dificuldades para combater microorganismos invasores. Aqueles que para jovens podem ser simples agentes, se tornam fortes agressores para os idosos.

Hipertensos

De acordo com estudos chineses em que foram testados mais de mil pacientes afetados pelo Novo Coronavírus, 30% dos casos eram hipertensos. De forma geral, portadores de doenças crônicas são mais vulneráveis a doenças que acometem pulmões e tendem a sofrer mais com infecções comparados a pessoas que não tenham hipertensão.

Portadores de doenças respiratórias

Quando a doença em questão afeta pulmões, portadores de doenças respiratórias como asma, pneumonia, enfisema, tuberculose e outras, são considerados grupo de risco. Isso devido os sintomas que a infecção por Covid-19 apresenta, afetando pulmões e vias respiratórias e deixando o paciente ainda mais debilitado.

Diabéticos

Fator de risco para diversas infecções devido o excesso de glicose no sangue que impede o sistema imunológico de atuar apropriadamente, o diabetes deixa o corpo vulnerável a vírus e bactérias. Além disso, o diabetes faz o organismo demorar a apresentar sintomas, dessa forma, a doença é descoberta já em estado avançado, aumentando ainda mais as chances de complicações.

Fumantes

Os tabagistas possuem capacidade pulmonar reduzida devido à constantes exposição de seus pulmões à substâncias nocivas do cigarro, favorecendo o desenvolvimento de doenças pulmonares como enfisema. Pelo enfraquecimento dos pulmões, os fumantes também são considerados grupo de risco para o Novo Coronavírus, com chances de desenvolver sintomas mais graves da doença.

Imunodeprimidos

Assim como a asma, enfermidades hematológicas, doenças renais crônicas e imunodepressão causada por tratamento de condições autoimunes como lúpus ou câncer, são condições ligadas ao grupo de risco.

Os portadores de doenças renais crônicas estão no grupo pois, sendo os rins responsáveis pela filtragem do sangue, participam da resposta imunológica frente à ameaça de um vírus. Com os órgãos comprometidos, o indivíduo não pode apresentar resposta eficiente, assim como os imunodeprimidos.

Obesidade

A obesidade entra no grupo de risco para Covid-19 assim como outras doenças. Processo crônico de baixo grau inflamatório, a obesidade pode apresentar maior dificuldade para o paciente infectado pelo Novo Coronavírus, que também causa processos inflamatórios. Além disso, a capacidade respiratória do indivíduo obeso é fortemente prejudicada em pacientes com a doença.

Deficiência

Mesmo não sendo muito citada, a população deficiente apresenta grandes chances de complicações ao se contaminar, por esse motivo, também está entre o grupo de risco. Uma parte da população faz uso de equipe terapêutica contínua, com atividades rotineiras e cuidados por meio de aparelhos como ventilação mecânica. Por se tornar a exposição do indivíduo um risco, devem ser redobrados os cuidados com higiene e diminuir ao máximo o fluxo de pessoas para atendimento domiciliar, caso seja indispensável. 

Como grupos de risco podem se proteger contra o Novo Coronavírus

Além dos cuidados redobrados para o grupo de risco, as pessoas que convivem com esses indivíduos precisam estar atentas para que não ocorra contaminação. Isso pode acontecer, visto que, alguns não apresentam sintomas da doença. Por esse motivo, as medidas de prevenção devem ser obedecidas por todos, visando a diminuição dos casos que precisam de hospitalização, evitando o fluxo intenso de pessoas superlotando hospitais e preservação o máximo de vidas possíveis. As questões mais recomendadas são:

  • manter o isolamento social;
  • lavar as mãos frequentemente;
  • usar álcool em gel caso não seja possível lavar as mãos com água e sabão;
  • evitar contato com pessoas que manifestam sintomas parecidos com os da gripe;
  • lavar produtos e alimentos quando chegarem do supermercado;
  • evitar contato com pessoas que estão trabalhando em serviços essenciais;
  • caso precise sair, usar máscaras e evitar falar ou tocar o rosto, mantendo distância de 2 metros de outras pessoas;
  • lavar toda roupa ao chegar em casa e tomar banho;
  • manter uma boa alimentação;
  • evitar ao máximo sair às ruas;
  • manter rotina de exercícios e alongamento em casa;
  • manter hidratação e sono reforçando as defesas do corpo;
  • receber a vacina contra a gripe;
  • conversar com pessoas por telefone e vídeo-chamadas, sem sair de casa;
  • arrumar passatempos e práticas para se distrair.

Mesmo que o grupo de risco seja formado por pessoas mais velhas e com comorbidades, a Covid-19 continua fazendo vítimas saudáveis e de todas as idades por todo o mundo. Por esse motivo, as formas de prevenção devem ser aplicadas por todos. O isolamento social ainda é a melhor forma de evitar a contaminação, já que uma vacina para o vírus ainda está em fase de teste. Fique em casa e proteja sua saúde, de sua família, e das pessoas que fazem parte de grupos de risco.
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