Alergias: Cuidados com a saúde durante as mudanças de estações

Alergias: Cuidados com a saúde durante as mudanças de estações

12 de maio de 2020 0 Por Editor

De acordo com dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), fatores como alterações climáticas durante o dia com quedas de temperatura e aumento da poluição, contribuem para que o organismo humano seja mais susceptível à vírus, inflamações e alergias.

A chegada das diferentes estações podem trazer substâncias alérgicas que despertam alergias sazonais nos indivíduos, apresentando diferentes reações como espirros, olhos irritados, coceira e nariz congestionado. A seguir, você vai conferir um pouco mais sobre as alergias sazonais, e cuidados com a saúde durante as mudanças de estação. Vamos lá?!

Alergias sazonais

Denomina-se alergia a reação anormal que o sistema imunológico do corpo apresenta de forma exagerada ao entrar em contato com determinadas substâncias, ocorrendo em pessoas geneticamente predispostas. Tais substâncias podem variar entre pólen, ácaros, alimentos, medicamentos, plantas, produtos industrializados, epitélios de animais, e outros.

As alergias sazonais acontecem somente em determinados períodos do ano, quando uma determinada substâncias estão em evidência devido à fatores ambientais.

As alergias que ocorrem com a mudança das estações podem ser causadas por árvores, arbustos, plantas ou ervas que liberam pequenas partículas de pólen. A concentração desse fungo pode ser a causa da alergia para muitas pessoas, reagindo com diferentes graus de sensibilidade. 

Ao detectar a presença desse invasor, o organismo libera substâncias químicas no sangue para se defender, provocando sintomas de alergia. Entre eles, podemos citar:

  • sensação de nariz entupido;
  • superprodução de secreção nasal;
  • olhos vermelhos;
  •  tosse;
  • espirros consecutivos;
  • coceira;
  • olhos lacrimejando.

Tratamento

Em geral, o tratamento para as alergias causadas pelas mudanças de estação devem ser tratadas por médicos especialistas, como alergistas, oferecendo terapia direcionada que possa ajudar a aliviar o desconforto causado pela alergia. Alguns medicamentos comuns utilizados no tratamento são os corticosteroides nasais, anti-histamínicos, descongestionantes e infusões de medicamentos.

Rinite alérgica

Entre as alergias que ocorrem durante as mudanças de estação, a rinite alérgica é a mais presente. Causando espirros, congestão nasal e até conjuntivite, pode ocorrer pela exposição de pólen e outros tipos de alérgenos, sendo mais frequente por alérgenos vegetais que podem variar conforme a estação:

  • primavera: pólen das árvores;
  • verão: pólen das gramíneas e ervas daninhas;
  • outono: pólen de outras espécies de ervas daninhas, como a ambrósia.

Frequentemente, a rinite alérgica coexiste com a asma. Contudo, não é claro se o processo alérgico é o mesmo, ou se a rinite pode ser um gatilho distinto da asma.

Alergias na primavera

A chegada da primavera traz um dos períodos mais belos do ano, com árvores floridas e natureza exuberante. No entanto, essa estação é crítica para os que sofrem com alergias sazonais devido ao pólen que se desprende das plantas, aumento de ácaros, bactérias e da umidade, tornando propício à proliferação de fungos.

Nesse período, as doenças alérgicas mais comuns são rinite, bronquite, asma, sinusite, conjuntivite, e dermatites. Os sintomas mais comuns entre as alergias da primavera são:

  • coriza;
  • congestão nasal;
  • espirros;
  • coceira em nariz, boca, olhos e garganta;
  • olhos vermelhos;
  • rouquidão;
  • coceira no ouvido.

Dicas para evitar alergia na primavera

Para evitar as alergias que podem aparecer durante a primavera, algumas ações podem ser realizadas como forma de prevenção, como manter janelas fechadas a maior parte do dia, lavar o nariz com soro fisiológico com frequência, evitar contato com flores, árvores e jardins, utilizar óculos de sol para diminuir o contato do pólen com os olhos, secar roupas ao sol, evitar tapetes, carpetes e pelúcias, e evite ambientes com ar-condicionado.

Alergias no verão

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30% da população brasileira sofre com algum tipo de alergia. Isso pode piorar com os dias quentes do verão, desencadeando uma série de reações alérgicas provocadas pelo calor.

Mesmo que seja algo inédito na vida da pessoa, reações alérgicas causadas pelo calor são comuns no verão, apresentando sintomas como vermelhidão, descamação e coceira na pele.

Com o excesso de transpiração causado pelo clima, a pele entra em mais contato com acessórios, e suas reações mais comuns são a sensibilidade aos tecidos e materiais usados em pulseiras, brincos, colares e anéis. As principais alergias manifestadas no início do verão são as dermatites atópicas e urticárias.

Dermatite atópica

Doença de pele que pode aparecer em qualquer fase da vida, a dermatite atópica é mais comum na infância, e não é contagiosa. Por esse motivo, suas manchas avermelhadas que surgem em tronco, rosto, braços e pernas podem ser tocadas sem risco de transmissão.

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Urticária

A urticária é a doença de pele que mais afeta pessoas no verão, e caracteriza-se por lesões avermelhadas e inchadas que surgem na pele causando coceira intensa. Seu tratamento consiste em observar o agente causador para evitá-lo e controlar os sintomas com medicamentos.

Insetos

Por se tratar de uma estação chuvosa, o verão aumenta a proliferação de mosquitos, elevando também as alergias causadas por picadas de insetos, além da superexposição solar causando queimaduras e desidratação. 

Prevenção

A prevenção das alergias causadas pelo verão pode ser feita com proteção contra insetos, usando roupas ou repelentes, filtro solar para hidratar e proteger a pele, e evitar o uso de adornos que possam ser a causa de irritações.

Alergias no outono

Com temperatura amena e queda da umidade relativa do ar, o outono traz consigo o agravamento de algumas doenças, em especial as alergias. Entretanto, é possível preveni-las, aproveitando melhor essa estação. O clima torna-se propício para a transmissão de vírus e proliferação de fungos e bactérias, por isso, a primeira dica de cuidado com a saúde para evitar alergias no outono, é evitar aglomerações e lugares fechados. Confira outras formas de manter a qualidade de vida nessa estação.

Lave cobertores e casacos

É no outono que os cobertores, mantas e casacos começam a sair do armário e voltar para a circulação. Esse momento requer grande atenção dos alérgicos, portanto, é fundamental investir na boa limpeza das peças para evitar o contato com ácaros, poeira e até fungos acumulados.

Evite poeira dentro de casa

Essa dica é válida para todas as estações do ano. Pessoas alérgicas devem manter a casa sempre limpa e longe de poeira, ácaros, e substâncias que possam se tornar alérgenos. Tenha uma rotina de higienização e mantenha o lugar sempre arejado. 

Evite o uso de alguns tecidos

O organismo dos alérgicos tem alguns tecidos como inimigos, por isso, é preciso evitar o uso de certas roupas no outono, como lãs, veludos e sintéticos, preferindo sempre tecidos como o algodão, capazes de aquecer sem agredir o organismo.

Tenha uma boa alimentação

Uma boa alimentação é o segredo para a vida saudável e uma das recomendações para aqueles que buscam se prevenir das alergias durante o outono. Adotar uma dieta balanceada, rica em sais minerais, proteínas e vitaminas, é extremamente importante para que o organismo possa manter-se forte e protegido contra a ação dos alérgenos. 

Além disso, o consumo de água deve ser intenso, deixando o corpo hidratado e saudável. Contudo, é importante evitar o exagero no consumo de alimentos que não se está acostumado, evitando chances de desencadear as alergias alimentares. Quando o assunto são crises alérgicas, a prevenção é sempre a melhor opção, principalmente no outono, estação em que as oscilações de temperatura são fortes. 

Alergias no inverno

O inverno é outra estação que apresenta mudanças de hábitos que podem ser prejudiciais à saúde. Com dias frios, a tendência é que as pessoas mantenham-se por mais tempo dentro de casa com portas e janelas fechadas para evitar a entrada de ar gelado.

Outras acabam se aglomerando diariamente em ambientes fechados para fugir das baixas temperaturas, concentrando-se em escolas, shoppings, ônibus e ambientes de trabalho sem ventilação, espaços que favorecem a transmissão de bactérias e vírus, um dos principais responsáveis pelas doenças de inverno.

Entre os mais atingidos estão os alérgicos, representando um quarto da população. A época, além de desencadear crises recorrentes de vírus da gripe e infecções de vias aéreas, causa alergias como rinite e asma, doença que afeta 10% da população.

Para minimizar as alergias típicas dessa estação, é importante tomar as mesmas medidas apresentadas no outono, como higienização de ambientes, roupas cobertores, evitando o contato com fungos e ácaros, além de sua suspensão no ar.

Além disso, evitar carpetes e tapetes, mantendo o piso sempre limpo e os cômodos ventilados. Outro detalhe que deve ter atenção redobrada é a cama. Colchões e travesseiros devem ser higienizados assim como lençóis, colchas e cobertores. Evitar a poluição doméstica é uma forma de diminuir as chances de alergia nas mudanças de estação.

Ainda que não tenham cura, as alergias podem ser controladas e evitadas. Além disso, é possível aderir a tratamentos com grande sucesso, que contribuem para a melhora na qualidade de vida do indivíduo. 

Procure um especialista e conheça mais sobre eles.Estas informações foram úteis? Então, conheça mais sobre a dermatite atópica e seus sintomas!

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