Saiba como se prevenir das dermatites e asma ocupacionais

Alérgenos presentes no ambiente de trabalho, como metais, tintas, látex encontrado em luvas, cosméticos, óleos, graxas, cimentos, entre outros são os principais causadores das chamadas dermatites de contato ocupacionais, afetando principalmente as mãos, por estarem diretamente em contato com substâncias sensibilizantes.

Segundo o médico alergista da Clínica Croce, Dr. Clóvis Eduardo Santos Galvão, embora não haja estatísticas precisas no Brasil, casos clínicos constatam que as dermatites de contato, assim como a asma estão entre as doenças ocupacionais mais frequentes. “Cerca de um em cada 10 asmáticos adultos tem asma ocupacional”, afirma o especialista.

Para o trabalhador se proteger e não ser obrigado a deixar o emprego por causa da alergia, o Dr. Clóvis indica o uso de equipamentos de proteção individual como luvas sem látex e máscaras com filtros, que podem ajudar no controle de alguns casos. “Mas a melhor orientação é passar a evitar o componente alergênico. Isso implica, muitas vezes, na mudança de função do trabalhador no local de trabalho e, em casos extremos, seu afastamento definitivo daquela profissão”, explica o especialista.

Embora o problema seja frequente no ambiente de trabalho, não existe uma legislação clara que obrigue a empresa a fazer mudanças ou adaptações, seja de reorganização de cargo ou do componente utilizado para exercício da função, após a constatação de que o colaborador é alérgico a determinado componente relacionado à função que ele ocupa. A legislação não é clara nem mesmo com relação à aposentadoria pelo INSS. Resta, portanto, o trabalhador contar com o bom senso das companhias. Muitas delas têm dado o exemplo, tomando as medidas necessárias quando surgem as ocorrências. Fica a dica!

 

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