Diga não às crises comuns do outono e inverno!

Nesta época do ano, dois grandes grupos de doenças preocupam os especialistas: as alergias respiratórias, especialmente a rinite alérgica e as crises de asma; e as doenças infecciosas, com destaque à gripe pelo grande número de crianças acometidas.

Conversamos com a médica alergista e imunologista da Clínica Croce, Dra. Ana Paula Moschione Castro, que explicou quais as formas de controlar essas doenças.

Explique quais as diferenças entre as doenças respiratórias e infecciosas.

Dra. Ana Paula – Para cada uma o tratamento é bastante distinto. Os quadros infecciosos das vias aéreas superiores, ou seja, gripes e resfriados são de origem viral, portanto, para eles são necessários o controle da temperatura, o remédio para dor, se houver, lavagem nasal. Para os casos de pneumonia são necessários, muitas vezes, antibioticoterapia. Para os quadros de sinusite vale os mesmos cuidados da alergia, porém, antibióticos também podem ser necessários. E para as alergias, primeiramente é preciso diagnosticar e depois tratar a crise, na maior parte das vezes com anti-histamínicos, antialérgicos. Além disso, é preciso fazer a prevenção, ou seja, usar medicações que evitem o aparecimento das crises. Lembrar também que nas doenças alérgicas o controle do ambiente, remover a poeira, os focos de ácaro e bolor são fundamentais.

Quais as dicas para se evitar as doenças alérgicas?
Dra. Ana Paula – Para fazer o controle do ambiente é necessário evitar poeira, cheiros fortes, fumaça de cigarro, mesmo que não seja uma alergia, atrapalha demais e piora muito o prognóstico das doenças alérgicas. Além de cuidar do ambiente, é importante que se faça a prevenção com medicamentos.

E no caso das infecções respiratórias? Quais as formas de prevenção?
Dra. Ana Paula – No caso das infecções respiratórias é preciso evitar locais aglomerados, locais fechados e proceder a vacinação contra o vírus Influenza.

A epidemia da gripe é mais comum no outono e inverno. Quais os grupos de maior risco?
Dra. Ana Paula – A prevalência é elevada, portanto é importante vacinar especialmente os grupos de risco: crianças muito pequenas, senhores, pessoas com problemas cardíacos, respiratórios, incluindo a asma, diabéticos e outras onde a infecção possa ser grave.

Como é feito o tratamento para infecção da H1N1?

Dra. Ana Paula – O tratamento é o controle dos sintomas: para febre e dor são necessários o uso de medicamentos. É importante que se faça a limpeza nasal para evitar as complicações. Vale ressaltar que, nos casos mais graves em que a infecção acomete as vias aéreas inferiores ou que o paciente seja de risco, a introdução de um antiviral indicado pelo especialista pode diminuir o tempo de evolução da doença e minimizar as complicações.

Vale ressaltar que a Clínica Croce disponibiliza a vacina contra a gripe H1N1, além de outras vacinas contra as doenças infecciosas, comuns nesta época do ano. Não vacile! Vacine-se!

 

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