Anticorpo monoclonal para dermatite atópica é a nova esperança para quem tem a forma mais grave da doença

• Clínica Croce já faz tratamento com o novo medicamento
• Dermatite atópica atinge 20% das crianças e 3% dos adultos

Pacientes com dermatite atópica grave agora podem contar com um novo medicamento a base de anticorpo monoclonal. Com comercialização recentemente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o dupilumab é indicado para pacientes acima de 12 anos de idade, que não obtiveram sucesso no tratamento convencional. ÉR o único anticorpo monoclonal aprovado para tratar a doença.

“Tenho três pacientes em tratamento com o dupilumab. É uma nova classe terapêutica para tratar dermatite atópica e, por isso, há uma esperança muito grande em relação a esse monoclonal, porque ele age em outro mecanismo e com poucas reações, sendo uma delas a conjuntivite”, explica Dr. Fábio Morato Castro, diretor da Clínica Croce, que oferece diagnóstico e tratamento nas áreas de Alergia, Imunologia, Endocrinologia, Endocrinologia Pediátrica, Otorrinolaringologia e Reumatologia.

O novo anticorpo monoclonal para dermatite atópica é administrado por via subcutânea e a sua aplicação deve ser feita por uma equipe especializada (médicos e enfermeiras), em razão de possíveis reações, mesmo sendo considerado um medicamento seguro.

A doença – Cerca de 20% das crianças e 3% dos adultos são afetados pela dermatite atópica. De origem genética e considerada crônica, as principais características da doença são pele seca e coceira intensa, que muitas vezes resulta em feridas. É mais comum na infância e cerca de 60% dos casos ocorrem no primeiro ano de vida.

Estudos mostram que metade das pessoas adultas com dermatite atópica nas formas mais severas sofre com ansiedade ou depressão e 55% apresentam problemas para dormir, por causa da coceira.

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