Cálcio baixo no sangue: conheça mais sobre o hipoparatireoidismo

O hipoparatireoidismo é resultante da destruição ou disfunção das paratiroides, responsáveis pelo controle do cálcio no sangue.

O hipoparatireoidismo é resultante da destruição ou disfunção das paratiroides, que são pequenas glândulas localizadas atrás da tiroide, responsáveis pelo controle do cálcio no sangue. Geralmente, as causas do hipoparatireoidismo estão ligadas ao processo pós-cirúrgico da tireoide, mas também pode ter relação genética. Não existem estatísticas no Brasil sobre esta incidência.

Os sintomas são a baixa do cálcio no sangue, dando formigamentos, cãibras, tetanias e até convulsão. Quando o paciente fica muitos anos sem tratamento, podem ainda surgir a catarata e as calcificações cerebrais, mesmo em jovens. O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais que meçam o cálcio, fósforo e o paratormônio (PTH).

O tratamento é feito com a administração Vitamina D ativa (calcitriol) e do cálcio oral, e tem por meta a manutenção das concentrações sanguíneas do cálcio e do fósforo dentro de limites da normalidade. Este processo não é simples, pois outras medidas devem ser tomadas para evitar as complicações, tanto do tratamento como da própria doença no longo prazo.

O hipoparatireoidismo é, talvez, a única doença de insuficiência hormonal dentro da Endocrinologia que não é tratada pela reposição do próprio hormônio, no caso o PTH.

“Lançamos mão, até hoje, dos efeitos hipercalcemiantes da Vitamina D ativa, somado às elevadas doses de cálcio oral. Isto melhora sensivelmente os sintomas da doença, mas não restitui a normalidade. Novas pesquisas vêm sendo feitas com a reposição do próprio PTH, através de injeções subcutâneas diárias. Estes estudos sugerem uma melhora no controle do cálcio, reduzindo as doses dos outros medicamentos, e também uma melhora da qualidade de vida destes pacientes. Este tratamento, entretanto, se aprovado no Brasil, deverá ficar restrito inicialmente para casos especiais, nos quais o método convencional não esteja sendo efetivo”, explica a especialista em Endocrinologia e diretora da Clínica Croce e do Instituto de Medicina Avançada – IMA Brasil, a Dra. Marise Lazaretti Castro.

Como prevenção, a especialista aponta o aprimoramento das técnicas cirúrgicas e o cuidado com a preservação das paratiroides durante as cirurgias de pescoço. Entretanto, existem casos nos quais o hipoparatireoidismo se instala, apesar de todo cuidado do cirurgião, por conta das alterações de vascularização, dificuldades cirúrgicas ou grandes ressecções, como nos casos de câncer. Existe a possibilidade desta deficiência se reverter espontaneamente, mas não se trata da maioria das vezes.

 

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