Esclerodermia: entenda o que é, os sintomas e como tratar

Esclerodermia: entenda o que é, os sintomas e como tratar

30 de abril de 2021 Off Por Editor

A esclerodermia é uma doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo que afeta com maior frequência as mulheres. Ligada à doenças autoimunes, a esclerodermia é uma enfermidade que apresenta como principal característica o enrijecimento da pele, tornando-a mais espessa, brilhante e escura nas áreas que são afetadas.

Especialistas acreditam que possa existir uma base genética para a doença, devido maior ocorrência em pessoas com familiares com outras doenças autoimunes. Para conhecer melhor essa doença rara, assim como seus sintomas e formas de tratamento, continue a leitura conosco!

O que é esclerodermia?

A esclerodermia é uma doença que afeta o tecido conjuntivo do corpo, responsável por dar estrutura e sustentação a órgãos e sistemas. Ainda que sua causa não seja conhecida, a esclerodermia é considerada uma enfermidade autoimune e não contagiosa. 

Mais comum em mulheres, com a possibilidade de atingir crianças e adultos, os tipos de esclerodermia podem afetar o organismo de forma localizada ou em diferentes partes, como veremos mais à frente.

Qual o significado de esclerodermia?

A palavra esclerodermia tem como significado endurecimento da pele (sclero: duro, derma: pele). A doença causa fibrose, ou seja, o endurecimento, de pele e órgãos, de modo a comprometer os pequenos vasos sanguíneos e formar anticorpos contra a estrutura do próprio organismo.

Quais os tipos de esclerodermia?

A esclerodermia é dividida em 2 tipos: esclerodermia localizada, com subtipos chamados linear e morféia, e esclerodermia sistêmica, com os subtipos denominados difuso e limitado. Entenda um pouco mais deles.

Esclerodermia localizada

A esclerodermia localizada é o tipo da doença que se restringe à pele, afetando em alguns casos músculos, articulações e ossos. Contudo, não apresenta envolvimento de órgãos internos nem lesões vasculares graves. 

Esclerodermia localizada linear

Mais comum em crianças, esse subtipo é caracterizado por lesões de espessamento da pele em linhas ou bandas, localizadas na região do tronco ou membros e mantendo-se restrita à metade do corpo.

Esclerodermia localizada morféia

Esse é o tipo mais comum da esclerodermia localizada, apresentando zonas de pele espessa, em formato oval, com bordas violáceas e o centro esbranquiçado. Com o passar do tempo, essas lesões podem se tornar mais acastanhadas, surgindo com maior frequência em tronco e membros. 

Além de mais comum, a esclerodermia morféia é também a forma mais grave do tipo localizada, com inúmeras placas acometendo áreas extensas de pele que variam entre coloração esbranquiçada e amarelada.

Esclerodermia sistêmica

A esclerodermia sistêmica é a forma mais grave da doença, com comprometimento que vai além da pele, afetando vasos sanguíneos e também órgãos internos. Esse tipo é dividido em outros 2 subtipos.

Esclerodermia sistêmica cutânea difusa 

Além do comprometimento da pele, a esclerodermia sistêmica cutânea difusa se instala em regiões centrais do corpo, como membros e troncos, alcançando diversos órgãos internos como o tempo. Por acometer regiões do pulmão, coração, rins e intestinos, quando não tratada, essa forma pode ser fatal para o indivíduo.

Esclerose sistêmica cutânea limitada 

O tipo cutânea limitada é uma forma em que o acometimento da pele costuma ser mais periférico, restringindo-se às mãos, antebraços, face, pescoço e pernas. Pode afetar órgãos internos, no entanto, de forma tardia, geralmente mantendo-se confinado ao tubo digestivo e pulmões.

O que pode causar a esclerodermia?

Ainda não se conhece a causa da esclerodermia, doença reumatológica que não é contagiosa e nem aparenta ser hereditária, mesmo com casos registrados de pessoas na mesma família.

São inúmeras hipóteses que ainda não foram confirmadas sobre a chance das condições desencadeantes estarem relacionados com fatores como baixa temperatura, estresse, exposição à produtos químicos, toxinas resultantes de infecções por bactérias e vírus.

Certos agentes podem apresentar proteínas semelhantes àquelas presentes em nosso corpo. Em pessoas suscetíveis, o sistema imunológico tenta criar anticorpos contra tais proteínas virais ou bacterianas. No entanto, de forma equivocada, acaba criando anticorpos contra nossas próprias proteínas.

O mesmo processo pode ocorrer pela exposição ocupacional a algumas substâncias químicas, como a sílica, derivados do petróleo, como cloreto de vinila, tolueno, benzeno, tricloroetileno e tetracloreto de carbono.

Relativamente rara, a esclerodermia atinge cerca de 200 pessoas a cada 1 milhão de habitantes. O mecanismo como ela se desenvolve é complexo, e ainda não foi totalmente esclarecido. No entanto, sabe-se que a doença é resultado de 3 processos patológicos:

  • lesões inflamatórias de pequenas artérias e arteríolas;
  • anormalidade na resposta imunológica frente às lesões vasculares;
  • produção excessiva de colágeno, causando espessamento e enrijecimento da pele.

Quais os principais sintomas da esclerodermia?

O espessamento cutâneo é o principal sintoma da esclerodermia, que pode ser percebido por sua rigidez ao toque e dificuldades para formar pregas na pele. Além dele, outros sinais e sintomas que estão presentes são:

  • alteração da coloração de ponta de dedos, de branco, a azul arroxeado e vermelho (condição chamada de Fenômeno de Raynaud e relacionada ao frio);
  • nódulos enrijecidos que podem ser vermelhos ou brancos em mãos e cotovelos;
  • rigidez nas articulações;
  • dificuldades para engolir alimentos sólidos;
  • dificuldades para respirar;
  • diminuição da abertura da boca (microstomia).

O Fenômeno de Raynaud é um sinal valioso, visto que o diagnóstico da esclerodermia pode levar meses ou anos para ser estabelecido, por sua dificuldade. Em alguns casos, a condição pode aparecer de forma isolada, até mesmo anos antes do surgimento dos outros sintomas. 

Dessa forma, o médico pode solicitar exames de sangue para a dosagem de anticorpos, radiografias e tomografias, além de biópsias e teste de função pulmonar, utilizados para o diagnóstico da doença.

Como é diagnosticada a esclerodermia?

Visto que os sintomas da esclerodermia são comuns em variadas doenças do tecido conjuntivo, é importante que o médico possa estabelecer um diagnóstico diferencial, baseando-se no levantamento do histórico do paciente, avaliação clínica e exame de sangue. 

Assim, pode ser detectada a presença de autoanticorpos típicos da doença. A confirmação do diagnóstico deve ser feita por um dermatologista ou reumatologista, avaliando os sinais e sintomas apresentados junto aos resultados de exames de imagem e laboratoriais. 

Por isso, é importante a realização de procedimentos como tomografia ou raio-x de tórax, além da biópsia de pele e teste de FAN, exame responsável por identificar a presença dos autoanticorpos circulantes no sangue do indivíduo.

A esclerodermia tem tratamento?

Nenhum tratamento apresentado até o momento pode promover a cura da esclerodermia. Contudo, o tipo de esclerodermia limitada pode ter a regressão espontânea após alguns anos. Já a esclerodermia sistêmica apresenta evolução lenta e permanente. 

O objetivo de seu tratamento é aliviar os sintomas, reduzindo a atividade da doença. Os medicamentos usados serão prescritos de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente, ou seja:

  • vasodilatadores (nifedipina): são indicados para tratar o fenômeno de Raynaud;
  • inibidores de bomba de prótons (omeprazol): auxilia nos sintomas gástricos e de refluxo que o portador de esclerodermia pode ter;
  • anti-inflamatórios e corticoides: são utilizados na dor e rigidez articular;
  • imunossupressores (metotrexato ou micofenolato mofetil): reduzem os danos causados pelo sistema imunológico na pele e órgãos;
  • anti-hipertensivos: para o tratamento da hipertensão arterial.

Não há nenhum tratamento que seja usado para todos os tipos de esclerodermia. Cada terapia é instituída de forma individual, baseando-se nos sintomas apresentados e no tipo de envolvimento existente nos órgãos do paciente.

Quais as complicações causadas pela esclerodermia?

A esclerodermia é uma doença que, por afetar diversos órgãos, pode resultar em diferentes complicações, estando relacionadas como início do tratamento. Além disso, são mais frequentes em pessoas que desenvolvem a forma sistêmica da doença.

Nesse tipo de esclerodermia, o indivíduo pode sofrer complicações não só na pele, mas também em pulmões, rins, vasos sanguíneos, articulações, esôfago e qualquer outra estrutura que possa provocar fibrose.

Assim, se o tratamento não é realizado segundo a orientação do médico responsável, o paciente pode desenvolver problemas como dificuldades para movimentação dos dedos, respirar, engolir, anemia, problemas cardíacos, artrite e insuficiência renal.

Principais dúvidas sobre a esclerodermia

Por ainda se tratar de uma doença rara, a esclerodermia promove inúmeras dúvidas a seu respeito. Conhecendo melhor essa condição com as informações acima, você poderá conferir também as questões mais apresentadas em relação à esclerodermia.

Quais os grupos de risco para desenvolver a doença?

A doença costuma ser mais frequente em mulheres, sendo às duas formas presentes nesse grupo de risco. No entanto, em crianças a esclerodermia localizada costuma ser a mais observada.

Quem tem esclerodermia pode se aposentar?

Sim, por ser considerada uma doença grave e incapacitante, a esclerodermia faz parte do grupo de enfermidades que pode conceder ao paciente a aposentadoria, garantindo assim a oportunidade da realização de um tratamento adequado, que possa promover qualidade de vida.

Como ajudar uma pessoa com esclerodermia?

Para ajudar um familiar ou amigo com a doença, a melhor forma é reunir conhecimento relacionado à esclerodermia. Além disso, seguir as recomendações dos profissionais da saúde para contribuir com o bem-estar do indivíduo é muito importante.

Ajudar uma pessoa com esclerodermia também envolve conhecer suas dores, fragilidades e o impacto da doença em sua vida, contribuindo para estar presente onde for necessário e motivando a pessoa a continuar seu tratamento, seguindo os conselhos médicos.

Como posso melhorar meu prognóstico?

Para que o convívio com a doença seja mais leve, algumas medidas podem contribuir para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida. Por isso, algumas ações podem ser realizadas junto ao tratamento, como forma de melhorar os sintomas, como:

  • pratique exercícios físicos para melhorar a circulação e aliviar a rigidez muscular;
  • evite o cigarro, a nicotina causa a contração dos vasos sanguíneos e seu estreitamento permanente;
  • proteja-se do frio;
  • faça uma dieta evitando alimentos ácidos.

A esclerodermia tem cura?

Não. Infelizmente ainda não foi desenvolvida uma cura para a esclerodermia. Alguns pacientes com a doença apresentam sintomas desenvolvidos rapidamente nos primeiros anos e, com o passar do tempo, continuam se agravando. Contudo, em grande parte dos casos essa enfermidade se agrava lentamente.

Para aqueles que desenvolvem sintomas apenas na pele, o prognóstico é melhor, visto que a esclerodermia sistêmica pode danificar órgãos importantes como pulmões, rins, coração, intestino e estômago.

Pessoas com esclerodermia são grupo de risco diante da Covid-19?

Devido às suas condições ou tratamentos utilizados, pessoas com doenças raras ou crônicas com baixa imunidade fazem parte do grupo de alto risco para a Covid-19. Ainda que não existam informações que demonstrem maiores chances de infecção pelo Novo Coronavírus para esses pacientes, especialistas acreditam que o risco é alto.

Por ser uma condição inflamatória crônica e rara, a esclerodermia causa grande comprometimento no organismo do paciente, afetando órgãos importantes como o pulmão. 

Visto que grande parte dos pacientes graves de Covid-19 apresentam distúrbios pulmonares, incluindo fibrose, pessoas com esclerodermia apresentam elevado risco caso sejam contaminados pelo vírus.

Clínica Reumatológica Croce

Como vimos, ao perceber os possíveis sintomas de uma doença reumática como a esclerodermia, é preciso agir rapidamente. No entanto, isso não quer dizer buscar tratamento em qualquer local sem ter a certeza de tratar-se da melhor clínica de reumatologia para as suas necessidades.

Esse tipo de doença apresenta diversas nuances e possibilidades de tratamento que uma clínica moderna, atualizada e com equipamentos de última geração, estará habilitada a prover. Ainda, capacidade de realizar exames e procedimentos diagnósticos, exames laboratoriais e terapêuticos deve fazer parte do rol de serviços da clínica.

Outro ponto a ser considerado no momento de escolher sua clínica de reumatologia é que as doenças reumáticas costumam exigir tratamentos de duração prolongada. Portanto, é preciso escolher uma clínica com profissionais de confiança, que sejam capazes de desenvolver uma boa relação com o paciente e seus familiares, que atuem eficientemente na educação dos enfermos, fornecendo valiosas informações sobre como conviver com uma doença reumática crônica e ter mais qualidade de vida. 

Buscar uma clínica que ofereça alternativas terapêuticas inovadoras e menos invasivas, como os medicamentos imunológicos por meio de infusões, é uma boa escolha. Estes tratamentos, que envolvem recursos modernos que ajudam a desacelerar o ritmo de degradação óssea, característico dessas doenças, estimulam a regeneração dos ossos, além de oferecer um alívio significativo dos incômodos sintomas.

Também é crucial optar por uma clínica de reumatologia que tenha boa credibilidade junto ao mercado e à comunidade. Ela deve oferecer um atendimento integral e multidisciplinar ao paciente, de modo a prover uma solução mais completa e eficiente ao seu problema, melhorando a sua qualidade de vida.

Diferenciais da Clínica Croce

A Clínica Croce, localizada na zona oeste de São Paulo, é também uma clínica de reumatologia, com médicos reumatologias altamente capacitados, especialistas da USP e UNIFESP, e com expertise de mais de 40 anos de atuação.

Sabemos que a sua saúde não pode ser fragmentada. Por isso, na Croce você não terá à disposição apenas o especialista em reumatologia, mas uma equipe multidisciplinar para atender integralmente suas necessidades de tratamento.

Como vimos, o atendimento humanizado faz toda a diferença, sobretudo em tratamentos prolongados, como é o caso da esclerodermia. E toda a equipa da Croce sabe disso: desde a recepção até o corpo clínico, nossos profissionais estão prontos para interagir e oferecer assistência humanizada aos pacientes.

Ainda, na Clínica Croce você encontrará as opções mais modernas para tratamento, incluindo as infusões medicamentosas para todas as doenças reumáticas, como a espondilite anquilosante, o lúpus eritematoso sistêmico, a artrite reumatoide, a artrite psoriásica e a esclerodermia.

Esse recurso consiste, basicamente, na aplicação de medicamentos por via intravenosa, subcutânea e intramuscular, oferecendo um atendimento mais prático ao paciente, que, logo após a aplicação, estará já liberado para retomar seus afazeres de costume (salvo casos especiais). 

Cabe salientar que essa tem se mostrado a opção mais viável e eficiente, sobretudo em casos de doenças reumáticas moderadas ou graves e que não demonstram boa resposta ao tratamento mais convencional.

E outra boa notícia é que tudo isso está à sua disposição de forma facilitada, pois trabalhamos com diversos planos de saúde, incluindo Bradesco Saúde, Plano de Saúde Itaú, Mediservice, Porto Seguro Saúde, SulAmérica Saúde e Convênio ABMED.

Desse modo, se você está em busca das melhores soluções e do melhor atendimento para problemas reumáticos como a esclerodermia, em um ambiente seguro e moderno, não deixe de fazer uma visita à Clínica Croce.

Agora que você já sabe como escolher uma clínica reumatológica capacitada, agende sua consulta com a Clínica Croce. Por meio do atendimento via telemedicina você poderá ser atendido de qualquer lugar do Brasil, sem a necessidade de estar em São Paulo, cidade sede da clínica.