Endocrinologista cuida de quê? Conheça as principais doenças.

Endocrinologista cuida de quê? Conheça as principais doenças.

11 de fevereiro de 2020 0 Por admin

Você já parou para questionar: endocrinologista cuida de quê? Esse termo, que conceitua uma especialidade médica, pode gerar estranhamento e muitas dúvidas sobre a atuação do profissional responsável por ela.

Na verdade, o termo endocrinologia tem origem grega e é resultante do processo de aglutinação das palavras endo (interno), krino (separar, secretar) e logos (tratado, estudo). Nesse contexto, podemos entender que a endocrinologia nada mais é do que o ramo médico responsável pelo estudo da secreção interna, ou seja, pelo tratamento dos transtornos e das variações hormonais e de suas glândulas secretoras.

Se o tema ainda parece confuso ao ponto de que você não sabe a melhor forma de responder ao questionamento inicial, leia o artigo completo a seguir e compreenda melhor essa profissão e as doenças que podem ser tratadas pelo endocrinologista. Acompanhe.

Afinal, endocrinologista cuida de quê?

Basicamente, o endocrinologista é responsável por cuidar dos transtornos das glândulas endócrinas e hormônios com a finalidade de preservar o equilíbrio do organismo. Isso significa que a atuação desse profissional é fundamental para o bom funcionamento de diversas funções do corpo, além de tratar problemas que afetam o tratamento de situações envolvendo a reprodução, o crescimento, o desenvolvimento, o metabolismo e as alterações menstruais.

Para se tornar um endocrinologista, o profissional deve primeiramente concluir uma faculdade de medicina e, posteriormente, fazer residência na área. Dentro do campo ainda existem áreas específicas nas quais o profissional pode se especializar, como a neuroendocrinologia, andrologia e endocrinologia e medicina do exercício e do esporte, por exemplo.

Principais doenças tratadas por endocrinologistas

Se o tema ainda parece confuso ao ponto de você continuar se perguntando “endocrinologista cuida de quê?”, então, vamos a alguns exemplos que podem elucidar a questão. De forma geral, o endocrinologista recebe o paciente após o encaminhamento feito pelo clínico geral, pediatra ou geriatra.

Entre os sintomas mais comuns das doenças tratadas por endocrinologistas, estão:

  • Distúrbios menstruais;
  • Excesso de pelos;
  • Crescimento anormal;
  • Acne;
  • Infertilidade;
  • Alterações no peso;
  • Dificuldades para emagrecer;
  • Aparecimento de mamas e pelos precoce;
  • Puberdade tardia;
  • Distúrbios de sono;
  • Alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos.

Os sintomas listados acima são característicos de uma série de patologias. A seguir, apresentaremos as principais doenças e problemas que são tratados pelo endocrinologista. 

1. Hipertireoidismo

Um dos maiores motivos por trás da procura por um médico endocrinologista são as disfunções tireoidianas. A tireoide é uma glândula que deve funcionar em equilíbrio e harmonia com o cérebro para produzir hormônios responsáveis por estimular o metabolismo.

Localizada na região do pescoço, logo abaixo da laringe, a glândula controla os hormônios T3 e T4 que atuam sobre as funções orgânicas, como a força muscular, as transmissões cerebrais, o metabolismo, a manutenção da temperatura, o ciclo menstrual, a capacidade de concentração, entre outras.

O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide funciona de forma mais rápida do que o normal, produzindo os hormônios de forma excessiva. Nesse caso, o indivíduo pode apresentar sintomas como insônia, nódulos no pescoço, nervosismo, coração acelerado, intestino irregular, perda ou ganho de peso, sensação de calor excessiva, transpiração, fraqueza muscular, entre outros.

Se não tratado, o hipertireoidismo pode levar ao desenvolvimento de outros problemas de saúde, como a osteoporose e a insuficiência cardíaca congestiva.

2. Hipotireoidismo

Como vimos, a tireoide tem papel importante para o bom funcionamento de órgãos importantes como o fígado, rins, coração e cérebro. Além disso, ela interfere no nosso crescimento e desenvolvimento, na regulação dos ciclos menstruais, no controle emocional, na fertilidade e no peso. Assim, para que o organismo opere em harmonia, a tireoide deve funcionar de modo equilibrado.

O hipotireoidismo ocorre quando a tireoide opera de forma mais lenta do que o normal. Nesse caso, o metabolismo se torna mais moroso, fazendo com que todo o funcionamento do corpo se torne mais vagaroso. Dessa forma, o paciente tem o crescimento comprometido, dificuldade em perder peso, sofre com o cansaço e a sonolência, seu coração bate mais devagar, o intestino prende e ainda, pode apresentar quadros de infertilidade.

Ao apresentar esses sintomas, é recomendado buscar a ajuda do endocrinologista. A partir de alguns exames, o profissional poderá confirmar se o problema, de fato, está na glândula e como será feito o acompanhamento do quadro.

3. Doença de Cushing

A doença de Cushing é o tipo mais comum de síndrome de Cushing, causada por um tumor na glândula pituitária (adenoma). Nesses casos, a glândula produz níveis excessivos do hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), fazendo com que o corpo libere continuamente o cortisol, levando ao hipercortisolismo.

Os principais sintomas da doença são o rosto arredondado, o aumento da gordura em volta do pescoço e o acúmulo da gordura na região do tronco, enquanto pernas e braços permanecem relativamente magros.

Esses sintomas costumam ocorrer de forma gradual ao longo do tempo, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem saber. Ao apresentar qualquer sinal, o paciente deve procurar por um endocrinologista. Esse profissional poderá diagnosticar a enfermidade por meio de exames de sangue, urina ou até mesmo da saliva.

4. Doença de Addison

Essa enfermidade é caracterizada pela hipoatividade das glândulas adrenais, o que resulta em uma deficiência dos hormônios adrenais, afetando a proporção e o equilíbrio de água, sódio e potássio no organismo, além da capacidade do indivíduo de reagir ao estresse e de manter a pressão arterial sob controle.

A doença de Addison pode ser provocada por uma doença autoimune ou se desenvolver em decorrência de alguma infecção ou câncer.

Os sintomas ocorrem de forma gradual e incluem cansaço, fraqueza, tontura ao se levantar e manchas escuras na pele. Se a doença não for corretamente diagnosticada, pode desencadear uma crise adrenal, resultando em pressão arterial extremamente baixa, insuficiência renal, fraqueza extrema e dores abdominais severas. Se a crise não for tratada, pode ser fatal.

5. Acromegalia

O hormônio do crescimento é produzido pelo lobo anterior da hipófise. A hiperprodução desse hormônio nos adultos é conhecida como acromegalia.

Nesses quadros, ocorre o crescimento anormal dos ossos, músculos e órgãos internos. Essa produção excessiva costuma ocorrer entre os 30 e os 50 anos de idade, resultando na deformação dos ossos. Esse processo ocorre de forma silenciosa e lenta, por isso, é normal que passe despercebido durante anos.

Outros sintomas incluem o crescimento excessivo do osso maxilar, mãos e pés inchados, alterações na voz devido à modificação na cartilagem da laringe, dores nas articulações, artrite degenerativa, transpiração excessiva, insuficiência cardíaca, perda de visão e graves dores de cabeça.

As mulheres com acromegalia costumam apresentar ciclos menstruais irregulares e, em alguns casos, produzem leite, mesmo quando não estão amamentando.

Os indivíduos que desenvolvem acromegalia e não fazem o correto acompanhamento médico têm sua expectativa de vida reduzida, pois estão sujeitos a uma maior probabilidade de desenvolverem outras condições, como hipertensão arterial, câncer no intestino grosso e diabetes.

6. Baixa estatura em crianças

Uma criança considerada saudável apresenta um crescimento normal. Quando ocorrem alterações hormonais, nutricionais ou genéticas, elas podem apresentar baixa estatura. Os distúrbios na hipófise ocorrem quando a produção do hormônio do crescimento (GH) está desregulada. 

Assim, o acompanhamento periódico do endocrinologista permite verificar se os padrões de crescimento de crianças e adolescentes ocorrem dentro dos parâmetros adequados. E, também, é fundamental para identificar quais fatores podem estar prejudicando esses parâmetros.

7. Diabetes

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Algumas pessoas apresentam alterações no organismo que podem desencadear oscilações dos níveis de açúcar do sangue em virtude da falta de produção ou de ação desse hormônio.

Existem alguns fatores de risco para essa doença, tais como o excesso de peso, o histórico familiar, as alterações nos níveis de colesterol e a hipertensão arterial. Esses são bons indicativos da necessidade de procurar por um endocrinologista.

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As alterações que resultam na doença iniciam anos antes do seu efetivo diagnóstico. Nesse sentido, quanto antes forem implementadas medidas preventivas, como mudanças de hábitos e acompanhamento médico, melhores serão os resultados e menores os riscos à saúde do paciente.

8. Distúrbios da puberdade 

Essa condição consiste no desenvolvimento precoce de pelos pubianos e mamas, além de odor axilar. Nos casos em que as crianças apresentam distúrbios hormonais, é preciso descobrir a origem do problema. Também existem quadros nos quais os adolescentes não desenvolvem essas características. Em ambas as situações, a avaliação do endocrinologista é fundamental.

A puberdade nada mais é do que o período no qual o corpo das crianças começa a ganhar características de adulto. Esse processo normalmente ocorre durante a adolescência, mas, em casos precoces, inicia ainda na infância – nas meninas, antes dos oito anos e, nos meninos, antes dos nove –, o que pode levar ao desenvolvimento de uma série de problemas físicos e psicológicos para as crianças.

O acompanhamento do endocrinologista é fundamental para estabelecer o controle da progressão da puberdade, reduzindo complicações que incluem a baixa estatura, o desenvolvimento de tumores, a menarca precoce, a maturação sexual prematura, as alterações comportamentais, os problemas de fertilidade e os distúrbios psicológicos associados a essa condição.

9. Distúrbios da função reprodutiva

As glândulas adrenais são responsáveis pela produção dos hormônios sexuais, pela cortisona e pelo controle de cloreto de potássio no organismo.

As alterações nessa glândula podem resultar em distúrbios da função reprodutiva, como ocorre em casos de ovário policístico, por exemplo. Outra condição comum são as alterações do ciclo menstrual – falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês.

Casos de baixa libido também devem ser investigados, afinal, as alterações hormonais interferem na vida sexual e na função reprodutiva dos casais.

Além disso, dificuldade para engravidar e infertilidade são outros indícios de que o acompanhamento médico é necessário. O endocrinologista irá avaliar a necessidade de tratamentos específicos para cada caso de distúrbios da função reprodutiva.

10. Andropausa

Durante o processo de envelhecimento, os hormônios masculinos podem diminuir. A “menopausa” masculina pode fazer com que os pacientes sintam cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual.

Diferentemente do que ocorre com as mulheres, que vivenciam uma queda abrupta dos níveis hormonais, os homens têm seus níveis de testosteronas reduzidos gradualmente ao longo da vida adulta.

Nesse processo, alguns indivíduos podem permanecer assintomáticos, enquanto outros podem sofrer com os sintomas e, até mesmo, entrar em depressão por conta deles.

O endocrinologista pode ajudar os pacientes a conhecerem a causa para a queda dos níveis de testosterona e avaliar a necessidade de reposição hormonal.

11. Menopausa

O climatério é a fase de transição que marca o final da vida fértil das mulheres. Ele é marcado por sintomas que incluem secura vaginal, alterações de humor, ganho de peso e calorões.

Quando a paciente fica doze meses sem menstruar, o diagnóstico de menopausa é definido. O endocrinologista pode ajudar na melhora dos sintomas por meio de uma terapia de reposição hormonal, por exemplo.

12. Obesidade

Uma das doenças que passaram a ser consideradas um problema de ordem global é a obesidade. Afinal, o número de pessoas que sofrem com essa condição segue aumentando.

Estima-se que a prevalência da obesidade aumentou 60% nos últimos 10 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade da população está acima do peso. Por trás dessa condição, estão fatores como alimentação inadequada e sedentarismo.

A doença pode desencadear outras patologias, como o desenvolvimento de diabetes, de doenças cardiovasculares e problemas ortopédicos. Além dos hábitos ruins, os problemas hormonais também interferem na dificuldade que alguns pacientes apresentam de manter o peso dentro de uma faixa saudável.

Nesse sentido, o endocrinologista atua na avaliação de disfunções que podem contribuir para o aumento do peso e, também, na recomendação de estratégias para reduzir a incidência de complicações decorrentes da doença, como as pedras na vesícula, a gordura no fígado e as alterações dos níveis de colesterol e de glicose.

E, para responder ao questionamento inicial – endocrinologista cuida de quê? –, é importante esclarecer que, além das doenças acima citadas, há diversas outras condições que são tratadas por esse especialista, como distúrbio da glândula supra renal, raquitismo, oscilações do colesterol, osteoporose, osteomalacea, displasias ósseas, doença de Peget, doenças da hipófise, excesso de pelos, genitália alterada ao nascimento, varicocele, entre outras tantas disfunções endocrinológicas existentes.

Como é o tratamento das doenças endocrinológicas?

O tratamento das doenças relacionadas aos distúrbios das glândulas e dos hormônios varia de acordo com a sua causa e consequências clínicas. Por esse motivo, o endocrinologista atua de forma a avaliar a origem do problema, considerando, entre outras coisas, o perfil de cada paciente e o risco de complicações de cada caso.

Em algumas situações, é realizada a reposição hormonal, quando a deficiência desse é efetivamente comprovada e demanda o uso de medicamentos específicos. Já em casos de tumores, pode haver a necessidade de intervenção cirúrgica, visando a remoção da glândula afetada.

A desordem hormonal pode ser desencadeada por conta da interferência de medicamentos, fazendo com que o tratamento seja revisto para que a saúde do paciente não seja posta em risco.

Ainda, as infusões medicinais podem ser utilizadas sobretudo nos quadros nos quais o paciente não obtém os resultados desejados por meio da terapia convencional ou que provoquem efeitos adversos. 

Os hormônios desempenham um papel fundamental no funcionamento do organismo. O diagnóstico preciso e um tratamento efetivo são essenciais para devolver o equilíbrio ao organismo do paciente, permitindo que ele tenha uma vida mais saudável. E o endocrinologista pode ajudar nessa tarefa! 

Endocrinologia na Clínica Croce

A endocrinologia é uma das áreas de especialidade da Clínica Croce, sob os cuidados da Prof. Dra. Marise Lazaretti Castro e da Dra. Vanessa Radonsky.

Há mais de 30 anos, a instituição se mantém comprometida com o bem-estar dos pacientes, por meio de um atendimento humanizado para proporcionar o que há de mais atual e eficaz para o diagnóstico e o tratamento de diversos tipos de doenças.

Nossa forma de atuação inclui uma abordagem e atuação multidisciplinar, pois compreendemos que diferentes pacientes, como ocorre com os casos daqueles que fazem o tratamento de doenças raras, enfrentam impactos de outras especialidades, como é o caso da endocrinologia.

Além disso, os especialistas da área da endocrinologia cuidam das alterações de glândulas e hormônios. Eles estudam as ordens do sistema endócrino e suas secreções específicas – chamadas de secreções fisiológicas. Ao buscar auxílio para algum distúrbio desse cunho na Clínica Croce, você receberá um atendimento com alto nível técnico e científico que conta com recursos e metodologias modernos e precisos para o diagnóstico e tratamento de diversas patologias.

Localizada na zona oeste de São Paulo, a clínica é considerada uma referência no tratamento de doenças, oferecendo um atendimento qualificado e focado visando à ação preventiva e a qualidade de vida dos pacientes.

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