Imunoterapia tem 98% de eficácia no tratamento de alergia a insetos

Entre os tipos mais comuns de alergias está a relacionada a insetos, e esses estão divididos em dois grupos: os hematófagos e os himenópteros.

Os hematófagos são aqueles que sugam o nosso sangue (pernilongos, borrachudo, pulgas). Na maioria das vezes, as reações são cutâneas, de pouca gravidade, e atinge, frequentemente, as crianças.

Já os himenópteros, um dos maiores grupos dentre os insetos, compreende mais de 400 espécies de vespas, abelhas africanizadas e formigas, especificamente a Lava-Pés, comum em nossos jardins.

Esses insetos são responsáveis por reações alérgicas graves, como a anafilaxia, a reação mais rápida e que pode ser fatal. “O veneno é injetado com uma simples ferroada, que pode levar uma pessoa à morte por asfixia (edema de glote) ou choque (quando a pressão vai a zero).  Nos Estados Unidos e Europa morrem de 50 a 100 pessoas por ano por causa desses insetos. Não há estatísticas no Brasil”, explica o Dr. Fábio Morato Castro, diretor da Clínica Croce e do IMA Brasil.

Uma pessoa com crise de anafilaxia pode apresentar sintomas como urticária, edemas palpebrais, labiais ou de glote, respiratório com broncoespasmo e obstrução nasal, colapso cardio circulatório (choque) e outras como, por exemplo, a convulsão.

O diagnóstico de alergia a insetos é feito a partir do histórico de vida do paciente, exames sanguíneos e testes cutâneos. 

Tratamentos – Segundo Dr. Fábio, a imunoterapia é um dos tratamentos de maior sucesso nos casos de alergia a insetos, com uma eficácia de 98%.

Outros procedimentos adotados são o uso de anti-histamínicos e corticoides e o tratamento preventivo com a imunoterapia alérgeno-específica (dessensibilização). Em caso de reação anafilática a adrenalina é o único medicamento capaz de salvar a vida da pessoa em crise.

Enquanto você lia esse texto, nasceram em nosso planeta centenas de seres humanos contra milhões de formigas.

 

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